sábado, janeiro 10, 2009

As vacas desesperadas.

E chegamos às discussões piegas, aos lugares comuns e aos clichês da sociedade moderna. Mulheres que se dizem independentes e modernas discutem sobre amor, sobre sentir, viver, liberdade, felicidade e vazio. (às vezes elas só falam disso: homens, relações, homens, homens, sexo, homens – Só falam disso! Urgh!).

Muitas delas bem confusas contradizem-se em cada colocação seguida de uma afirmação medíocre. Tentam mostrar a atitude "sou solteira e sou feliz" e, na verdade, se pegam solitárias no meio da multidão porque tudo o que mais queriam era conseguir encontrar alguém bacana pra ficar ao seu lado. Querendo mostrar ao mundo que são felizes e satisfeitas, ocultando sua carência emocional e afetiva, só conseguem nos fazer remarcar que elas estão vivendo um caminho completamente ao avesso disso. Estão sendo felizes e satisfeitas às avessas tentando ocultar a carência e o desespero sem nenhum sucesso. Elas não possuem nenhuma harmonia enquanto mulheres; nem interna e muito menos externa. Entende? Patético!

Parece que vemos hoje em dia uma disseminação de "sex and the city 2008", onde as caboquinhas insistem em querer mostrar ao mundo a independência, modernidade e liberdade que vivem, acabando por serem ridicularizadas pelos outros porque a idéia inicial poderia até ser magnânima, mas as seguidoras não conseguem dar um passo com firmeza pra lutar de acordo com a filosofia que elas fazem tanta questão de gritar ao mundo. Repugnante, no mínimo.

Na verdade, é repulsivo porque achando que estão saindo de Eu-não-to-nem-ai, as bichinhas estão pagando o papel mais ridículo da historia da mulher contemporânea. Sabe o que parece? Parece que elas não têm amigas pra dizer: Ei, para ai! Olha que papelão! Pode ir parando com isso porque tu tas sendo contraditória, desesperada e ridícula.

Ser mulher moderna e livre hoje em dia não significa ser só. Alias, o feminismo nunca foi mostrar ao mundo com quantos caras tu podes ir pra cama ou então como podes lutar contra as tuas inseguranças histéricas. Não! O feminismo e o “segundo sexo” sempre tiveram assuntos muito mais importantes a tratar. Não é sendo puta que vais provar pra alguém que és mulher. Ser mulher é muito maior que isso.

O ser humano possui uma característica que o diferencia dos outros seres que se manifesta pelo saber e pela consciência. E ser humano é saber e assumir que sentimos. Diferenciamos-nos porque sabemos que sentimos. Não adianta negar, a busca do ser humano é o amor e quando nos frustramos diante de uma relação costumamos ter reações estranhas. Fuga! O mais difícil disso tudo é aceitar reações de maternal vinda de mulheres, eu disse: mulheres (porque estamos vendo uma mulher feita ali). Olhamos o arquétipo de uma mulher e um interior pré-adolescente.

Não adianta negar, eu mesma quando eu tinha 15 anos, eu jurava que minha vida profissional ia ser suficiente e satisfatória. Bastaria-me, inclusive. Talvez eu até entenda algumas atitudes porque já fui adolescente. Mas depois de viver vinte e cinco anos, já somos adultos e maduros o suficiente pra poder afirmar, a partir de conhecimento empírico e até cognição metafísica que não existe nada que nos torne mais humanamente felizes do que o amor. Amor em suas mais variadas formas. Isso: Família, amigos, amores, vida, cores, sensações, paisagens, musica, livros, filmes e principalmente, amor-próprio.

A mulher histerica. Ou o ser humano.

A questão do desejo, que para a histérica está além de suas demandas, pois nada pode lhe ser dado com a finalidade de aplacar sua constante e insaciável rede de queixas. Trazendo consigo como características o ideal de perfeição, o discurso idealista, a marca da insuficiência, a histérica nos mostra que frente à sexualidade não há saber, e que ela vive inevitavelmente num estado latente de insatisfação que não se restringe unicamente ao registro sexual, mas que se estende para totalidade da vida. Quando mais insatisfeita ela é, mais protegida das ameaças de um gozo que para ela pode ser um risco de desintegração e loucura.

Enquanto continuam à procura desse ideal de perfeição, tanto corporal quanto intelectual e emotivo - sua marca patente é a insatisfação, pois a histérica não corre atrás de seu desejo, mas visa um ideal, e por isso está sempre se queixando, tecendo justificativas para continuar naquele lugar de manter o outro idealizado - seu gozo continua como sempre em busca de reconhecimento, e na sua procura excessiva e contraditória, na sua tristeza mal compreendida, ela é criticada por uns e medicada por outros (...).

A histérica precisa ocultar sua falha, para isso ressalta todo o resto, constituindo assim um jogo de ocultamento/superexposição. É nessa superexposição que ela não deixa lugar para que ocorra um encontro com a tão temida e angustiante falta e essa estratégia nos diz de um terror ao desamparo, forma máxima do nada. Faz-se necessária, por uma questão de sobrevivência psíquica, a crença de que alguém pode ter o falo, completude, forma máxima do tudo: essa é a busca da histérica, o tudo por terror ao nada.

sexta-feira, outubro 12, 2007

Ne me quitte pas




Rapte-me camaleoa
Adapte-me a uma cama boa
Capte-me uma mensagem à toa
De uma quasar pulsando loa
Interestelar canoa

Leitos perfeitos
Seus peitos direitos me olham assim
Fino menino me inclino pro lado do sim

Rapte-me, adapte-me, capte-me
It's up to me
Coração
Sem querer ser merecer ser um camaleão

Rapte-me camaleoa
Adapte-me ao seu
Ne me quitte pas



E se de repente te faltar o ar, o chao, os sentidos?
O que tu vais fazer?Correr e te esconder?
Ou vai me olhar e me dar a mão?


Eu o desejava como se desejavam as coisas perdidas para sempre.













Sensaçao deliciosa e muito estranha. Eu me sentia fascinada, encantada e melancolica ao mesmo tempo.Esses elementos, associados em proporçoes diferentes em cada cançao, sempre me faziam sonhar, viajar e fantasiar algo romantico e triste, patetico e misterioso. E me reportavam tambem para o estrangeiro, para longe, para experiencias desconhecidas ou ainda irrelevadas. Porem originadas, ligadas e destinadas ao amor, à relaçao homem e mulher. Pareciam coisas lembradas ou desejadas com paixao e muita dor. Sempre me excitavam pela intensa sensualidade e, sobretudo, pela beleza, mas uma beleza que so pude pressentir em minha adolescência.


Ontem eu recebi um e-mail fodastico. No melhor dos sentidos.
Uma amiga que se expressou tao bem, mas tao bem que conseguiu até colocar umas coisas na minha cabeça.Tava tudo na minha frente, mas eu nao conseguia entender. Eu sabia que havia alguma coisa por ali, outras pessoas me alertavam, mas eu nunca tinha conseguido entender do jeito que ela me explicou.
Ela abriu a minha mente, meus pensamentos que estavam se bitolando ali me fazendo pensar so nos meus complexos e nao na quantidade de coisa boa que podia estar por tras daquilo. Nao era complexo. E' a realidade. E' a vida.
Ninguem sabe o que se passa dentro de mim, nem ele, nem ninguem. E quem vê de fora, ve diferente. Ultimamente, eu posso confessar que nao tenho tido muita coisa a reclamar.
Minha vida ta linda, cheia de cores e sensaçoes.To satisfazendo meu lado profissional estudando o que eu quero, o que eu escolhi e vou poder logo, logo trabalhar com isso no pais que é a primeira destinaçao turistica do mundo!!!
Tenho tudo pra absorver aqui.Tenho estado tao feliz que sinto exalar. Inunda-me tanto sentir essa felicidade que tenho até medo que transborde e se perca.
Tenho me sentido muito mais bonita e o mundo todo também. Consigo enxergar além dessa beleza completamente evidente e acho que é por isso que tudo ta belo. Pessoas, o mundo e eu. A energia embeleza. A felicidade percorre ate as ondas sonoras. Tudo tem gosto de alegria. Mas existem pendencias, logico. Nem eu quero que minha vida seja perfeita. Imagina a monotonia de acordar sabendo que tudo seria perfeito ali?
Mas, no fundo, eu continuo querendo enxergar errado o que ela me disse. As vezes, se eu pensar do jeito que ela quer, pode parecer pretensao demais da minha parte. Dentro de mim é tao diferente.Eu nuna racionalizo sentimento. Eu so sinto. E eu sinto tanto!
Eu tenho algumas manias meio estranhas. Mas nao sao aquelas que conseguem te irritar, pelo contrario. Divirto-me com elas. Sabe quando gostas muito de uma comida e tenta aproveitar degustando até a ultima garfada porque nao vai mais ter?
Economizas a comida saboreando tudo o que é possivel, usando quase todos os sentidos humanos. Eu faço isso com livro e musica. Sempre tive uma relaçao forte com livros. Talvez pela historia da minha familia, talvez nem por isso. Mas se for pra falar do que os livros representam pra mim, posso passar horas escrevendo e nunca vou ficar satisfeita com o final. Sempre vou achar que nao consigo verbalizar as sensaçoes que me despertam em relaçao à eles. Da mesma maneira quando quero escrever algo pra alguem que eu gosto muito. Sempre vai parecer incompleto por o sentir, muitas vezes, é indizivel.
Dentro de mim é tao grande que nao existem palavras no vocabulario normal (é, porque eu tenho mania de inventar palavras so minhas pro meu proprio acervo) pra descrever o que eu sinto. Desde o cheiro das paginas até a ultima frase e o ponto final.
Kafka dizia que um livro deve ser o machado que quebra o mar gelado em nos. Ja o Quintana foi o autor de uma das minhas frases preferidas: "Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas . Os livros só mudam as pessoas."
Falando em musica, de tao forte e magnanimo, chega a ser estranho o que chega a despertar. As ondas sonoras entram na tua veia e correm pelo teu sangue palpitando junto ao coraçao. Contagiam e entusiasmam de maneira impar e te provocam uma felicdade clandestina inexplicavel. E te da medo de perder aquilo por enjoar da musica de tanto "repeat". Medo de acabar aquilo e nunca mais inventarem uma musiquinha que te provoque a mesma coisa.
Tu chegas a subestimar a capacidade humana de criaçao. Ou ate a tua de buscar no passado algo parecido. E' ai que aparece a minha economia de musica. Economizo mesmo. Evito escutar. Finjo que nao sei que ela esta completamente ao meu alcance, no mp3, som ou computador prontinha pra ser apreciada e me transmitir todo aquele furacao de sentimentos que se eu fechar os olhos, caem ate lagrimas de emoçao.
Isso sem falar nas musicas que nao te dao a felicidade clandestina, mas propiciam indagaçoes, inquietaçoes, melancolia profunda, nostalgia suprema ou amor. E', acho que as musicas possuem poderes magicos.
E como Nietzsche mesmo afirma a frase que ainda vou tatuar em mim: "Sem musica, a vida seria um erro".

40 anos da morte do Che


Arte do Bira.


“Outra vez sob meus calcanhares o lombo de Rocinante, retomo o caminho com meu escudo no braço (...) Muitos dirão que sou aventureiro, eu sou de fato, só que de um tipo diferente, daqueles que entregam a pele para demonstrar suas verdades”.


Che Guevara - Trecho da carta endereçada aos seus pais, antes de partir para sua última trincheira na Bolívia





Tombou no seu posto de combate pela libertação econômica, política e social da América Latina. Mas quem foi Che Guevara? Qual sua contribuição à causa socialista?
Nas décadas que se seguiram à sua trágica morte nas selvas bolivianas, Che foi perdendo sua substância e se transformando num ícone; na verdade, um dos maiores ícones da segunda metade do século 20. Seu rosto de guerrilheiro altivo foi estampado em camisetas, cartazes e pichações por todo o mundo. Se existe um lado positivo neste fenômeno, pois mantém viva a imagem de um dos maiores heróis latino-americanos; de outro, ele acaba acobertando as idéias e o projeto político pelo qual Guevara viveu e morreu: a libertação da América Latina do julgo imperialista, a conquista do socialismo e a construção do homem e da mulher novos.
O sistema capitalista tem uma incrível capacidade de incorporar alguns elementos da cultura alternativa, até mesmo revolucionária, e transformá-los em objetos de mercado, formas sem conteúdo, neutras, inofensivas. No entanto, a personalidade forte de Che não pode ser presa, capturada, na camisa de força do ícone, da marca, do mito.
Por isso, para compreender o verdadeiro Che, é preciso ir para além do ícone, além da marca, além do mito. Estes não têm sangue correndo nas veias, não são de carne e osso, não sentem fome ou frio. Eles não têm dúvidas ou medos, são fantasmas que não convivem com as malditas contradições cotidianas.
Ao contrário dos ícones, os homens e mulheres de verdade, inclusive os mais revolucionários deles, padecem de todas essas vicissitudes humanas e Che foi, acima de tudo, um homem. Um homem do seu tempo. Eu nao possuo cacife pra descrever o que ele representa.
Nem ousarei tentar porque sobre ele sim, eu NUNCA vou me sentir satisfeita quando escrever algo.

Dias de puro Chico. (Nao Chicao!!! Chico hahahah)

Eu nunca escondi a minha admiraçao pelo Chico. Alias, eu faço frequentemente declaraçoes publicas explicitas de amor e carinho a ele. Alem de formador de opiniao, o Chico consegue me fascinar cada vez mais. Dizer isso "so" porque ele entende da alma feminina e verbaliza isso melhor que muitas de nos, virou lugar-comum.
Mas ja citei a sensaçao que as musicas me proporcionam em alguns posts anteriores, e assumi que acho Mayramente improvavel que eu nao deixe de enjoar de alguma musica que ouço repetidamente. Por isso economizo-as.
Mas com o Chico nao é assim. As vezes, posso passar um mês sem ouvir. Nao! Nao! Um mês é muito. Duas semanas sem ouvir sequer uma musica. Mas depois volto com força suficiente para conseguir achar dentre as musicas, visoes e interpretaçoes minhas que estavam la escondidas nas entrelinhas e que, até entao, tinham passado despeapercebidas. De repente, criam um sentido absoluto pra tudo!
"E o tempo inteiro eu so zombei do amor..."
O Chico, alem de me fascinar, me consola. Quando meu coraçaozinho ta machucado e descrente, ele chega e me acalenta. Quanto acho que tenho uma pedra no meu peito, ele vem e termina a minha frase com um "mentira".
As vezes, me basta tao completamente que me liberta de mim. Alias, somos todos mivres, nao é? Mas ele me entende quando "queimo" meus navios, unico meio de comunicaçao com o resto do mundo, me isolando e por vezes, sem ter pra onde ir.
Confessa o grande misterio da alma feminina e sua curiosidade com isso. Assume-se expectador, voyeur e vedor da mulher. Mas completo desconhecedor ao contrario do que se fala por ai (o tal lugar-comum) por causa das cançoes.
"Ha mulheres terriveis! Que fazem coisas horrorosas. Mas um amigo que faça algo assim, você rompe com ele pra sempre. Mas se for uma mulher, você releva um pouquinho porque ha ali algum motivo de mulher que talvez você nao entenda e diga: 'Bom, mas isso se deveu mais à um motivo feminino, essa coisa que aconteceu, essa coisa que ela fez, essa coisa que ela falou, teve ter algum motivo feminino por tras'."
Nessas horas lembro tanto do Pedro e dos pais dele. Lembro quando saiamos so nos 4 pra tomar uma (???) cervejinha sabado a tarde e passavamos metade do tempo declamando Chico, onde cada um tinha a sua propria interpretaçao e nos surpeendiamos sempre com a versao "do outro". O lado que cada um conseguia enxergar diante da mesma cançao e o quao eram diferentes as percepçoes. Dessas tardes que viravam noite e seguiam pela madrugada, nos sentiamos realizados (e porres!) no final pelo tanto que conseguiamos absorver boas sensaçoes pelas diferentes opinioes.
Ficando no corpo feito tatuagem e brincando feito bailarina.
Da saudade dos aniversarios na casa deles que sempre terminavam com o Pedro playboy saindo pra cocotar depois da cantoria, e eu ficava la com a Nena (mae) vendo e revendo os dvds do tal homem dos olhos azuis. Assumindo (ela) que so trairia o Pedrinho se fosse com ele e eu confessando que deixaria pra tras minha filosofia de vida e casaria com ele.
Mas que nao fosse pra chorar no tapete atras da porta. Mal-dizer do lar, sujar o nome e adorar pelo avesso!
"E quantos homens me amaram bem mais e melhor que você..."
E ate a conseguir justificar a propria traiçao colocando culpa na mulher e terminar falando "te perdoo por te trair". Fica tao obvio depois! Tao desculpavel e pragmaticamente justificado.
E com ele a gente segue dilancerando peito, arrasando projetos de vida e acaba tendo a amarga impressao de que ja vai-se tarde...

terça-feira, outubro 02, 2007

Give me a reason to love you



"Nada como contar até dez pra deixar a raiva passar. Dar tempo ao tempo pra ver as situações com distanciamento e clareza. Como se fosse do ponto de vista do seu melhor amigo, aquele que dá os melhores conselhos justamente porque a situação não é com ele. Reações enfurecidas e passionais ficam sempre tão sem sentido depois que a raiva passa.Acho que isso é ser mais você. É se permitir uma tranqüilidade que desaprendemos, se é que um dia a tivemos. É não querer ser dono de ninguém, porque, desista, você nunca será mesmo. Uma conhecida minha, psicóloga organizacional, certa vez falou que queremos possuir as coisas, porque as pessoas nós nunca possuímos. Ciúme, posse e dependência são apenas nomes diferentes pra disfarçar uma insegurança que é nossa, e que não tem a ver com o fato do Marcelo não ter ligado ou a Aline não ter aparecido. O indiano Krishnamurti disse que "na verdade ninguém satisfaz ninguém. Nós delimitamos essa possibilidade, por alguma razão pessoal. O amor está além da satisfação. Há amor quando não há exigências, intolerância, cobranças e ciúmes". Então nem adianta trocar o Marcelo pelo João ou Aline pela Roberta, vai mudar muito pouco se o problema estiver em você. E também qual a graça de ter um robô do seu lado? Que presta conta de tudo o que faz, de com quem fala e "não faz nada errado" só porque está sendo monitorado e cobrado? Se não há escolha nem liberdade, não há mérito. Bom mesmo é fazer ou deixar de fazer algo por convicção e não porque você está sendo filmado. Alguém já falou que "ética é quando ninguém está vendo". É isso aí. Ser mais você não tem nada a ver com ser egoísta. Ao contrário, é altruísmo, porque o altruísta quer ser feliz e permite que o outro seja também. Ser mais você é estar de bem com você mesmo e com os outros, sem precisar cobrar desses outros algo que quem tem que se dar é você. É pegar o leme da própria vida, ser seu próprio capitão, assumir a responsabilidade (= habilidade de dar respostas) pela sua felicidade. Não é ser bobo, nem aceitar tudo não… Nada a ver com isso. Até porque quem aceita tudo passivamente está na mesma situação daquele que é autoritário. Os dois relacionam sua felicidade a um outro ou a coisas que estão lá fora: o primeiro aceita ser dominado "pra não perder o que já tem e que é melhor do que nada", e o segundo quer sempre dominar "pra garantir o que já conseguiu e continuar se dando bem". Refiro-me simplesmente a encontrar o seu eixo, a não cobrar demais dos outros nem esperar que um "super-homem venha nos restituir a glória", como já disse o Gil. Ora, os outros já têm que dar conta dos seus próprios problemas e expectativas. E até o bonitão superpoderoso do Super-Homem (ooh lah lah) tem sua criptonita. O cara muda o sentido de rotação do planeta, pára um trem, salva a humanidade, mas até ele tem seu ponto fraco. Pra que a toda hora se armar até os dentes, sempre pronto pra guerra? Além de cansativo, esse é o nosso erro na grande maioria das vezes: levar tudo a ferro e a fogo, indignando-se por pouco, querendo prestar contas de cada palavra dita, de cada gesto esperado - muitas vezes, nem nos prometeram, nós que viajamos - e não cumprido. Mas é justamente aí, ao exigir nossos "direitos" perante o outro, que cometemos um engano. Algumas coisas não podem ser exigidas, porque, vindo dessa forma, perdem grande parte do seu valor. Cobrar amor, reconhecimento, respeito, honestidade? Ninguém tem que lhe dar o que você já tem, e que só basta encontrar dentro de si. Fora que ninguém agüenta a pressão da cobrança por muito tempo. Acho que por isso os começos são tão mágicos, tão encantadores: todo mundo é franco-atirador. Há uma sensação de que não se tem muito a perder, daí pouco se cobra ou se exige. As pessoas, nos começos, são mais leves. Mas depois essas mesmas pessoas começam a achar que são donas - da amiga, do namorado, da esposa, do computador na empresa - e que têm que "cuidar do que é seu". Na verdade, mais que em cuidar, muitas estão preocupadas em "se apossar do que é seu". Aí complica. "

Dance me to the end of love





Como a alegria, a beleza é fruto do prazer. A arte também é considerada uma forma natural de terapia. So existira beleza no exercicio do prazer. Infelizmente ha muita mistificacao nesse campo. Nao foi o sofrimento pela surdez e pelos padecimentos amorosos que propiciaram a genialidade na obra de Beethoven; foi o imenso prazer que sentia em seu amor pela musica e pelo ato criador.
Nao ha nada mais incomodo, desagradavel e perturbador para uma sociedade autoritaria, e sob a ideologia do sacrificio, do que um homem alegre. A alegria eh uma agressao e ofende porque provoca inveja e rompe pactos de mediocridade. O homem saudavel é revolucionario e alegre. A beleza pode ser, ao mesmo tempo, raiz e fruto do prazer. So o prazer nos da (com o contraponto da dor) o sabor da vida.

Nice to meet you, can I use you?







E se de repente te faltar o ar, o chão, os sentidos? O que tu vais fazer?Correr e te esconder? Ou vai me olhar e me dar a mão?

domingo, setembro 23, 2007

Como diz o texto que se atribui ao escritor argentino Jorge Luís Borges, seja leve. Ponto. Se algo insiste em não estar bom pra você, não insista mais. Pegue seu boné e “on the road”. Sempre haverá outras pessoas, outros lugares, outros trabalhos, outras paixões que parecerão pra vida toda, outros projetos… Melhores, piores ou simplesmente diferentes daqueles aos quais você se acostumou. Mas o importante é que a escolha será sempre sua. E, fazer como naqueles jogos de criança em que você dizia “passo!” ou “bandeirinha!” também não ajuda. Porque não fazer escolhas já é uma escolha. Talvez a mais perigosa delas. Deixe a vida correr no seu próprio ritmo e viva. De bem com você. Ponto. Sem precisar inventar que está bem ou querer parecer bem, porque esse bem-estar artificial é ilusório. Não passa de efeito Photoshop. Criar uma falsa impressão de estar por cima sem estar é cosmético, não é medicinal. Fica bonito na hora e só pra quem está vendo de fora, mas não resolve o problema. Melhor tomar uma atitude medicinal, então: seja você com todos os ônus e bônus que isso implica. Se surgir uma viagem pra China, pra Índia, para as Maldivas, vá. Avise aos amigos, mande notícias de um cyber de lá, mas vá. Se for uma viagem pra uma praia que fica logo ali a 60km, vá. E, se for só pra curtir no seu quarto, curta. A quantidade de quilômetros não importa. O que quer que você tenha ou sinta, seja felicidade, equilíbrio interior, tristezas ou angústias, irão com você, independentemente da distância que você “per-corra”. O que importa é passar por cada experiência, permitir-se o que cada momento traz. Enfim, viver em vez de sobreviver. E aproveite. Só isso. Seja feliz com você. E por você. E, paradoxalmente, quando você menos precisar das pessoas é quando mais você as terá por perto. Elas naturalmente vão se encantar e querer cada vez mais sua companhia, pois sua felicidade será algo autêntico. Sim, será verdadeira porque virá de dentro e, por isso mesmo, será genuinamente contagiante.

sexta-feira, agosto 31, 2007

Cansei de querer pelos outros.
Achar que tudo pode melhorar e na verdade os outros preferem que tudo fique mesmo como está.

Venha agora, não espere o músculo, a piada, o botão, o calo, a saudade, o arrependimento, o vazio. Eu preciso sentir que você ainda sente, eu preciso que o seu coração dê um choque no meu, eu preciso saber que seu peito ainda aperta um pouco quando eu vou embora e se espalha como borboletas nas veias quando eu chego.


* porque tenho medo de me espalhar pelo mundo e nunca mais ser sua.

quarta-feira, junho 13, 2007

Primavera EM Praga - Parte II






Tudo começou com a Perestroika e a Glasnost do Gorbachov (alguém se lembra?). Logo depois da Primeira Guerra Mundial, as nações tcheca e eslovaca uniram-se em decorrência da fragmentação do Império Austro-Húngaro. Algo semelhante ao que aconteceu com a União Soviética muitos anos depois. Mais tarde, na Segunda Guerra Mundial, a Tchecoslováquia tornou-se um país comunista ao ter sido libertada do domínio nazista pelas tropas soviéticas. Nos anos 60 foi se tornando, discretamente, um país comunista mais liberal, moderado e de conotações democráticas. Conhecido movimento de conotaçoes suaves, "A Primavera de Praga" foi marcante. No final dos anos 80 , as reformas desencadeadas por Gorbatchev na União Soviética motivaram e favoreceram o movimento denominado "Revolução do Veludo", que sem qualquer violência e sem tiros promoveu profundas mudanças políticas e econômicas no país. Mais ou menos como a distensão ocorrida na Ditadura militar no Brasil na década de 70, com os movimentos “Diretas Já”, “Distensão” e “Anistia”. Em 1990 o país se tornou finalmente democrático ao eleger Václav Havel seu primeiro presidente e conduzindo o país às reformas econômicas e políticas que acabaram por separar, em 1993, a Tchecoslováquia em dois Estados: a República Tcheca e a República da Eslováquia.










Praga pode até parecer, à primeira vista, mais uma linda capital européia entre tantas outras.



Definitivamente, não é. Praga é muito mais. Não se trata de uma cidade apenas atraente, é uma belíssima cidade, entre as três mais bonitas cidades européias. Antes era quase inexistente o turismo, era muito difícil entrar no país, quase impossível. E essa é a razão porque o mundo descobriu Praga e todos resolveram vir conhecê-la de uma vez.
Em 96 a cidade ainda tinha um forte “ranço” comunista. Mas dez anos depois vejo que o mundo que descrobriu Praga enviou uma horda de turistas, de mochileiros a abastados, de bermuda colorida e câmera no pescoço a japoneses e sul-americanos. Em comum a todos, o encantamento.



A República Tcheca é um país bem pequeno, dividido em duas regiões: a Boêmia e Morávia. Além da capital é um país com pequenas e lindas cidades e inúmeros castelos medievais daqueles mais autênticos.










Jornalistas, articulistas e escritores costumam apelidar Praga como “Jóia rara”, um entre os jargões meio bregas que eu até compreendo o entusiasmo de quem os criou (até porque sou mais uma encantada com essa cidade), mas que detesto. Mas, se assim for, se eu tiver que inventar um, acho que Praga é muito mais que uma jóia rara, é uma caixa cheia delas! Os outros apelidos inventados pra promover a cidade são “Pérola do Oriente” (argh!) e “Paris do Leste” (que, sinceramente, a diminui). Para Goethe, era a "jóia de pedra". Eu gosto é do que disse Franz Kafka, o escritor tcheco mais famoso: "Praga não deixa a gente ir embora, esta velha tem garras". E que velha sedutora essa!


Enquanto escrevo essas mal traçadas linhas me recordei de um texto logo de quem?, Franz Kafka!, a respeito justamente de viajar. Fui nos meus alfarrábios eletrônicos (Meus Documentos no notebook) e “pesquei” algo que eu tinha guardado:
"Estar sentado num vagão de trem, esquecer disso e viver como se estivesse em casa. Mas de repente lembrar de onde se está, sentir a força do trem que nos transporta, transformar-se em viajante, tirar da mala um boné, tratar o companheiro de viagem com mais liberdade, deixar-se levar até a nossa meta sem esforço, sentir isso tudo como uma criança, tornar-se o favorito das mulheres, sentir-se incessantemente atraído pela janela, colocar ao menos uma das mãos no peitoril. A mesma situação, mais precisamente delineada: esquecer que se esqueceu, transformar-se num instante em uma criança que viaja sozinha num trem expresso, e em redor de quem o vagão, fremente de impaciência, se materializa em pormenores fascinantes, como se surgisse das mãos de um mágico." ( FRANZ KAFKA Diários de Viagem, 31/07/1917 ).
































quarta-feira, junho 06, 2007

Primavera EM Praga - Parte I


Vá a Praga, ao menos uma vez na vida. Você merece!


Eu acho que ninguém deveria deixar de ir a Praga ao menos uma vez na vida. O único problema é que se vc fizer isso antes de conhecer outras capitais européias poderá achá-las, essas sim, apenas mais umas entre tantas outras bonitas.

Quem conhece Praga certamente não se surpreenderá tanto com outra capital européia. Ah, é claro que Paris é "hour-concours", mas, mesmo assim...


Alguém já escreveu que Praga é uma "Disneylândia pra adultos". Eu não concordo com a afirmação (já pra definir Las Vegas, acho perfeito!), a não ser pelo o encantamento que proporciona, não pelo quesito "diversão".

Praga é verdadeiramente encantada, exótica, mística, misteriosa, meio lúgubre. Com igrejas fabulosas , torres góticas monumentais, templos barrocos belíssimos, pontes românticas, cúpulas douradas ou esverdeadas, torres medievais, quase tudo bem perto de um rio bonito, o Moldávia (ou Vlatav, na língua esquisita deles).
Cidade dos mais variados estilos arquitetônicos – do românico ao gótico , do renascentista ao barroco , do classicista ao Art-deco , do rococó ao renacimento , do moderno ao Art-nouveau . Ao mesmo tempo, verde. Colinas, praças, jardins, ruas largas, edifícios hiper-modernosos, caramanchões, torreões, pérgolas, pavilhões, estátuas de todos os tipos, palácios, palacetes, casarões, teatros, salas de concertos, museus, galerias.... enfim, uma cidade extremamente equipada pro interesse turístico e cultural, bastante fotogênica. Aliás, um paraíso para os fotógrafos amadores e profissionais.
Se Praga for a tal " Disneylândia pra adultos", é especial para arquitetos e fotógrafos. Acho mesmo que todos os arquitetos do mundo passaram por aqui, ou exibindo suas obras ou admirando as dos outros. É de fato impressionante a qualidade e bom-gosto da arte aplicada na arquitetura e na ornamentação.
Sem exagero, essa " velha sedutora" está ainda mais enxuta, mais atraente do que há dez anos, impecável. De botox a lifting, de silicone e malhação, ela fez de tudo pra não deixar tão evidentes as marcas do tempo. Em termos de manutenção, conservação e renovação, seguramente Praga se equipara a Paris e fica há anos-luz de Roma e Veneza.
Quase todos os seus monumentos e construções estão restaurados, bem cuidados, renovados, desde a pintura aos rococós e firulas. Tenho a impressão de que está ainda mais luxuosamente adornada por decoração arquitetônica desde as mas discretas àquelas mais evidentemente atraentes.
Das monumentais igrejas góticas e barrocas até as volutas, os rendilhados, rococós e penduricalhos art-nouveau, tudo encanta, tanto pela qualidade quanto pela beleza e elegância. São incontáveis firulas decorativas e ornamentais dignas de deixar um arquiteto ou esperto em ornamentação, de queixo caído. Lindo, tudo lindo...
O tcheco é uma lingua muito esquisita. Mais do que isso, é incompreensível. Extremamente rica em consoantes e pobre em vogais.
Dizem que é uma das linguas mais difíceis de se aprender, do Velho Mundo. Acho que nao perde pro Hungaro, que dizem ser a unica lingua que o diabo respeita.
Dá pra pensar em compreender algo escrito e falado assim?:
Veselým tanečkem a pásmem říkanek oslavily děti se svými učitelkami otevření nové mateřské školy v Bělohorské ulici v šesté městské části
A republica Tcheca é dividida em duas regioes: Moravia e Boêmia. Praga é a capital da Boêmia. da pra imaginas as cervejas que saem de la, né? E barata. Uma delcilia. Foi na Republica Tcheca que surgiu o Absinto. Nao quero nem me lembrar do meu estado sabado!
Apaixonante. Volto, com certeza!!!
(continua)

terça-feira, setembro 19, 2006


Se tu falas muitas palavras sutis
E gostas de senhas, sussurros, ardis


Se vives nas sombras, freqüentas porões
Se tramas assaltos ou revoluções












Se eu só lhe fizesse o bem
Talvez fosse um vício a mais
Você me teria desprezo por fim

Porém não fui tão imprudente
E agora não há francamente
Motivo pra você me injuriar assim

Dinheiro não lhe emprestei
Favores nunca lhe fiz
Não alimentei o seu gênio ruim

Você nada está me devendo
Por isso, meu bem, não entendo
Porque anda agora falando de mim

quarta-feira, agosto 02, 2006

Jogos de amor??? An???

Uma coisa eu sempre admiti possuir: ignorância em joguinhos de amor, paixão, relacionamento, et cetera e blá blá blá. Inclusive até brinco de “Como perder um homem em um dia”. O que, na verdade, é uma auto-sátira das minhas próprias desgraças e falências amorosas. Eu costumava brincar com a minha incompetência perante joguinhos que eu defino (ta vendo... são tão idiotas que merecem ATÉ uma definição) como imbecis.
É... Pra mim, qualquer jogo no qual se mexe com sentimento é repugnante e asqueroso. Transparência sempre foi uma aliada. Posso ter passado por boba, ridícula ou cega algumas vezes. Sob alguns olhares. Mas era eu. Ta certo que tanta transparência unida a esta explosão e impulsividade também podem ser caracterizadas como defeitos, até porque, falar sem pensar gera sim arrependimento quando somos mal entendidos ou interpretados erroneamente. Deveras vezes nem há como consertar isso (Rá! Este é um exemplo clássico de “Como perder um homem em algumas horas ou alguns atos – impensados" – Mas isso fica pro texto de mesmo título que está QUASE pronto).
O que vim questionar aqui são os conselhos que sempre recebi primeiramente das mulheres da minha família: Não dê muito ibope, você tem de se fazer de difícil, não vá deixar que ele pense que é o último biscoito do pacote!!! As amigas continuam pensando dessa maneira: Ah! Mayra, não manda essa mensagem!!! Não liga chamando pra sair, tas louca??? Ele vai achar que tas toda apaixonadinha! Vai se achar o caralho! Hum... E alguns amigos homens (salvo exceções) Ah, não o deixe saber que é o único que te interessa! Ele vai montar em ti e te fazer de gato e sapato. Te faz de difícil. Não dá muita bola!!!
Rá rá rá, meus amores. Vocês têm noção do quanto eu respeito, admiro e amo vocês, não é verdade? Portanto não se ofendam porque estou me sentindo obrigada a pôr pra fora uma questão que me atormenta e me corroerá por dentro se não sair agora de mim. Por que vocês não vão todos pra puta que os pariu e param de querer que eu fique fazendo joguinhos que nem sei (e não quero aprender) ???
Eu odeio joguinhos de faz-de-conta e odeio mais ainda quem tenta fazer isso comigo. Eu sou eu, desta maneira e vou continuar fazendo o que tiver vontade (lógico que na medida do possível onde eu não prejudique terceiros envolvidos e nem me torne uma inconveniente. Senso do ridículo é necessário. Auto-análise sensata, te amo!).
Eu falo mesmo. Confesso que acho que me expresso melhor escrevendo e não verbalmente, mas... Mesmo assim. Expressa o que eu sinto. O que ta dentro de mim. Algumas vezes é normal se questionar se não foste uma idiotinha boba, mas foda-se, era o que tava sentindo. Escrevo, falo, demonstro. Intensamente. Mas não é exagero. Sou eu.
Ah!!! Sabe o que eu penso? Será que só pelo fato de teres te apaixonado por alguém significa que este alguém vai te fazer de gato e sapato? Agora ninguém mais pode ser verdadeiro e fazer o que está a fim por medo do outro não dar o devido valor ao teu sentimento? Fazer pouco caso? Ah!!! Se for assim mesmo eu não quero mais viver nesse mundo. Se for pra aprender a jogar esse faz-de-conta eu prefiro perder todas as partidas.
O fato de amar, estar apaixonada, gostando ou só afim do cara significa que posso ser dominada, adestrada, que só vivo em função dele e ele é o centro das minhas atenções? Significa que eu tô desesperada e ele pode fazer comigo o que for que eu vou estar ali, comendo em suas mãos?
Hum... Perdoem-me, mas o meu amor é uma coisa linda e muito bacana pra eu oferecer pro cara e ele fazer pouco caso. Ainda mais com a raridade sincera que existe na minha vida com tais sentimentos. E mais uma coisa: é muita petulância e ignorância de um cara se achar a última coca-cola do deserto só porque eu (ou QUALQUER outra mulher) está afim dele. Desça logo do salto, meu querido, porque pra quebrar esse teu salto, consigo com um simplório chute.
“O teu conceito de amor é egocentrismo. E egocentrismo, pra mim, é insegurança”. ---> Não lembro quem me disse isso. Mas sinto que concordo.

terça-feira, julho 25, 2006

Anda me faltando até paciência para inspiração.

Chico. Sempre. Nos momentos de fúria, tristeza ou felicidade suprema.

Já lhe dei meu corpo. Minha alegria.
Já estanquei meu sangue quando fervia.
Olha a voz que me resta.
Olha a veia que salta.
Olha a gota de falta.
O desfecho da festa, por favor...

Deixe em paz meu coração. Que ele é um pote até aqui de mágoa.
E qualquer desatenção. Faça não. Pode ser a gota D'água.
Pode ser a gota D'água. Pode ser a gota D'água.

quarta-feira, julho 12, 2006

Eu fico querendo um frio na barriga que persista, na saúde e na doença.
Na pobreza e na riqueza. Nas conversas chatas e nas declarações de amor.
Pra sempre não, po. Mas que persista. Às vezes cansa ser assim.
Não acredito em destino, muito menos em alma gêmea. Eu acredito sim nos encontros.





Só desejar não realiza o que queremos,
quando se descobre que fantasias não aquecem,
não confortam nem alimentam.

segunda-feira, julho 10, 2006

O choro é a nossa primeira manifestação e anúncio de que estamos vivos.

Na medida que a gente vai crescendo a gente tem uma forte tendência de confundir ser forte com não chorar.
A gente passa a interpretar que ser forte é não reclamar, não agir, não desejar, não se colocar e, de repente, a gente se surpreende não vivendo.
Porque reclamar é chorar, agir é chorar, escolher é chorar, decidir é chorar, se colocar é chorar e chorar é o sinal de que estamos vivos e vivendo.
De preferência devemos chorar e espernear.
Eu preciso chorar. Meu peito continua apertado. Choro sem lágrimas. Queria chorar e soluçar agora. Mas não consigo.
Chora, Mayra. Chora! Chorar fortalece porque alivia. Atenua a dor, o cansaço, a mortificação. Conforta. E é isso que eu preciso. De consolo talvez. Porque nada que está ao meu alcance pode fazer mudar o rumo das coisas. Só se for dentro de mim. Aí eu me garanto.



















So I take this chance and celebrate the day... Posted by Picasa

terça-feira, julho 04, 2006

Na praia a energia revitaliza. Cheiro de areia e mar. Companhias agrdabilíssimas.




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quarta-feira, junho 28, 2006

Desabafo de uma moradora doquense.

Ainda bem que falta pouco tempo pra eu me mudar dessa merda. Cuidado que vem palavrão nesse texto! Ainda mais porque a trilha sonora que existe nesse exato momento é pra tirar qualquer ser humano do sério.
Na minha singela opinião, vir “passar o tempo” na doca é caboquice. Cafona!!! Breeeeeeeeeeega!!! O que leva pessoas a virem cheirar vala? Encostam-se ao valão da mangueirosa a mercê de serem atacados por baratas (já mencionei meu ódio em relação às baratas, não é?), ratos ou qualquer inseto/animal que viva na sujeira e no fedor. Não sei como não existem porcos saltitantes aqui na grande vala.
Não consigo assimilar tamanho absurdo. Assim como não consigo entender o gosto musical destes mesmos freqüentadores assíduos doquenses. Entendo muito menos a necessidade de tantas caixas de som num único veículo automotor. Sempre afirmei que a qualidade musical é inversamente proporcional a quantidade de caixas de som de um carro. Com o passar dos anos só consigo ratificar o que havia dito.
A minha indignação aumenta ainda mais pelo SIMPLES fato deu morar no primeiro andar do primeiro “bloco” doquês! Pra piorar tudo o meu quarto é o da frente, isto é, a janela do meu quarto tem como paisagem essa belezura sonora (Isto mesmo. A porra da "paisagem" é a música escrota!!!). Minha cama treme! Não existem tampões de ouvido capazes de me confortar. Não há possibilidade de ler nenhum livro, muito menos de ouvir nenhum filme.
Agora ando tendo que suportar esses maldiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiitos em todos os jogos da seleção. Haja paciência! “E o nosso amor se transformoooo--- oooo--- uô” é pouco, rapaz! “Um dererê ê ê, undá raá ráaaa”. Se o Brasil ainda estivesse dando um show de bola eu me conformaria um pouco. Mas só um pouco. Mas esse Parreira não faz nem esse favor. Imbecilzão e teimoso!
Por que essa galera esperta não se muda, pelo menos pro último bloco doquense? Lá não existem tantas residências!!! Doido, uma trégua! Se locomovam. Sumam daqui. Não é possível que em plena terça-feira, meio-dia exista tanta alegria pra comemorar em pleno sol quente e breante desta cidade próxima à linha do equador. (reduntante e repetitiva)
Ai, chega! Não consigo me concentrar nem pra escrever! Ó irritação. Banho gelado pra esfriar a cabeça. Tchau, tchau, tchau. ;)


P.S.: Até melhorei depois deste desabafo. Acho que foi a esperança do tempo passar mais rápido pra eu me mudar daqui. Mas coitados dos outros moradores. Antes eles do que eu. Passa tempo. Passa.

segunda-feira, junho 19, 2006

.: vou nascendo do meu vazio .ou. só narro meus nascimentos :.
A alma é uma coleção de belos quadros adormecidos.. Sua beleza é triste e nostalgica porque, sendo moradores da nossa alma, sonhos, eles não existem do lado de fora. Vez por outra defrontamo-nos com um rosto (ou será apenas uma voz, uma maneira de olhar, ou um jeito da mão) que sem razões, faz a bela cena acordar. E somos possuidos pela certeza de que este rosto que os olhos contemplam é o mesmo que no quadro está escondido pela sombra. O corpo estremece. Está apaixonado.
Acontece, entretanto, que não existe coisa alguma que seja do tamanho do nosso amor. A nossa fome de beleza é grande demais. Neruda dizia que ele seria capaz de devorar o universo inteiro. Nas palavras da Adélia Prado, "para o desejo do meu coração o mar é uma gota". E o amor se revela então como a coisa mais triste. Cedo ou tarde, descobrirá que o rosto não é aquele. E a bela cena retornará à sua condição de sonho impossível da alma.
E só restará a ela se alimentar da nostalgia que rosto algum poderá satisfazer...
"Os livros na estante já não têm mais tanta importância.
Do muito que eu li, do pouco que sei, Nada me resta.
A não ser ..."

Copa do Leão. O mais querido!

sábado, junho 17, 2006

A felicidade mora num mundo pequeno seu e não naquele grande que faz você se perder demais.

A felicidade é simples, e quando você descobre isso ela deixa de ser uma espera e passa a ser um minuto, um segundo. E é de minutos e segundos que se faz a vida. E aí você perde menos tempo esperando e mais tempo vivendo.

Entre o piegas e o chavão, é assim que ando por aí vivendo a vida intensamente sem esperar momentos intensos. Você já tentou? Já tentou não imaginar a sua felicidade na outra festa que você estaria se não estivesse nessa e encontrar a sua felicidade onde você está? Tente, pode ser numa música boba, pode ser num amigo que você não via há muito tempo. Pode ser morrendo de rir de uma noite que tá dando tudo errado, por que não?

quinta-feira, junho 08, 2006

Muito música

Eu sou muito música. Não do tipo "minha música". Mas sou aquele tipo de gente que acha que a vida deveria ter melodia o tempo todo.
Acordo ouvindo música. E o gênero? Depende muito do meu humor. Pode ir do heavy metal até bossa nova. Mas nada do tipo "eclética", por favor. Isso pra mim é falta de opinião.
Música passa uma energia muito louca. Desperta sensações que não são descritíveis. Eu, pelo menos, não consigo narrar. E se alguém nunca sentiu isso, eu desejo que sinta. Com todas as forças do meu ser. Com toda essa energia que eu tô sentindo agora escrevendo esse texto com uma dessas músicas no repeat.
Fico me perguntando em alguns minutos como será que elas se tornam viciantes a ponto de não conseguirmos enjoar mesmo ouvindo muitas vezes seguidas.
Há algum tempo eu não sentia isso e de uns tempos pra cá comecei a ouvir jazz com muito mais frequência, apesar de não ser conhecedoooooora. Eu gosto mesmo. Sempre me passa paz, além dessa felicidade que me faz parar quase todo o resto do que estou fazendo pra apreciar a tal boa música.
Mas é óbvio que em alguns casos, alguns acontecimentos vividos com a trilha de fundo ajudam a desencadear o vício. Não sei se foi isso também que me despertou mais ainda a vontade de não parar de ouvir essa música. Essa de hoje. Essa da semana, desde segunda. Essa que na verdade eu queria que ficasse pra vida toda. Não quero enjoar............................................ Eu já estava viciada nela. Mas não deste jeito. Inclusive quem saiu comigo no domingo percebeu que eu voltei 234589275839026465482092 milhões de vezes a coisinha e pra completar segunda ainda.... opa opa opa!
Ouvir música dirigindo faz muito bem também, né? Sempre quando eu tô na rua vejo alguém rindo de mim. Eu coloco alto mesmo, canto, grito, coloco tudo pra fora. E rio. Sozinha. Felicidade nao se esconde assim. E quando vejo alguém rindo, eu sei que não é me tirando. É quase um compartilhamento daquele meu momento. Contagia. Esse tipo de felicidade contagia e eu queria contagiar o mundo com o que eu tô sentindo agora!
E, por coincidência, olha o que diz a música.
If there's music in the night, and it's really, really right, I's the only thing I need.
it intoxicates your mind. All your troubles left behind. So come on and take my lead.
It's not just me who feels it. Music plays a mind trick. Watch me forget about missing you
Vou apertar no pause. Não quero realmente que passe.
Depois clico no play de novo.
Tim tim.



"Não acabarão com o amor - nem as rusgas - nem a distância - Está provado - verificado -
Aqui levanto solene minha estrofe de mil dedos e faço o juramento - Amo firme, fiel e verdadeiramente".
(Maiakovski)


_________


Foto tirada na exposição sobre Futurismo de Vanguarda da Fundação Joan Miró, autor: Aleksandr Rodxenko.
Barcelona, 2006.
Brilhar para sempre
Brilhar como um farol
Brilhar com brilho eterno
Gente é pra brilhar
Que tudo mais vá pro inferno
Este é o meu slogan
E o do sol.



(Maiakovski)

segunda-feira, junho 05, 2006

Edukators

Assistam “Edukators”. Não posso afirmar que é o melhor filme que vi neste ano que passou, mas posso indicá-lo como surpreendente. Adorei o drama que, não por acaso, foi a única produção alemã a ser selecionada para o Festival de Cannes em uma década, o que diz muito sobre o cinema alemão ou sobre Cannes, você que sabe. Bom, “Edukators” é um prato cheio pra mim, um animal político. Recomendo que você veja a película com amigos de várias vertentes ideológicas e depois bata um longo papo. Recomendo.

A história do filme gira em torno de três jovens revolucionários que invadem mansões enquanto os seus proprietários estão fora. Sem roubar nada, mudam os móveis de lugar e deixam mensagens do tipo “Vocês têm dinheiro demais”, com o intuito de assustar os porcos capitalistas. Mas desde o princípio podemos observar a ingenuidade dos jovens que possuem valores amorosos pequeno-burgueses até. E a gente gosta deles!!!

Até que aparece um tal desses ricaços que estava intrinsecamente ligado à história. Vários acontecimentos inesperados surgem e este tal ricaço tem que ser seqüestrado por eles, pra piorar tudo, eles descobrem que o sujeito já foi um idealista como eles na época em que era normal sonhar com revoluções. E agora?

O filme poderia ser ultramanipulador e fazer do milionário um vilão detestável e dos jovens nossos heróis românticos sem contradições. Mas não é o que acontece. Claro, a visão do ricaço me pareceu indefensável. Pra quê trabalhar tanto e acumular coisas que nem se tem tempo pra usufruir? Ele diz que é da natureza humana competir e querer juntar mais e mais. O mais legal é que um dia antes ouvi esse mesmo argumento de um amigo rico meu. Tal justificativa é das mais furadas, já que nada é natural, tudo é construído. Somos adestrados pra acreditar que o que martelam na nossa cabeça nasceu conosco. E o que é natural não pode ser combatido, uma grande falácia.

Eu realmente fiquei pensando em várias partes do filme como seria o final. Utópico ou piegas demais?O fim é um dos trunfos do roteiro por amarrar muitíssimo bem todos os temas.
“Edukators” usa a inteligência pra nos provocar enquanto brinca com nossos preconceitos, inclusive os cinematográficos. Por exemplo, tem uma hora que o ricaço some, e um dos jovens entra num quarto pra procurá-lo. Nossa imaginação nada fértil após tanta doutrinação hollywoodiana nos diz: pronto, agora o milionário nocauteia o revolucionário e foge. Nada disso. As provocações ideológicas vão mais longe ainda. Uma garota trabalha como garçonete num restaurante de luxo, onde é maltratada por uma elite asquerosa que acha que certo tipo de bebida só pode ser servida em certo tipo de taça. O filme nos surpreende, nos angustia em alguns trechos. Mas é muito diferente de qualquer filme que chegue num lugar-comum americano.

“Edukators” não se acanha em falar de dinheiro, mesmo sendo subentendido de esquerda. Assim: uma personagem bateu sem querer numa Mercedez. Ela calcula quanto vai precisar trabalhar pra saldar o prejuízo de cem mil euros. Dá oito anos. Imagina quanto tempo isso seria no Brasil, um país onde a distribuição de renda é muito mais desigual que na Alemanha. E por aí vai. “Edukators” é, no fundo, cinema de entretenimento. Mas também altamente educativo. Afinal, não é todo dia que um filme nos lembra que o coração é um órgão revolucionário.

Tim Tim.

quinta-feira, junho 01, 2006

Histórias de uma torcedora fanática (e azarenta)

Eu disse que contaria sobre minhas peripércias quando vou pro campo. Quando eu afirmo que tem coisas que só acontecem comigo...
Há uns dois anos, eu fui (ao) pro campo assistir um Re x Pa. Mas era domingo e a ressaca tava braba! Normalmente quando eu vou domingo pro campo é assim. Ainda mais do lado do Remo... Torcida no sol. Suando mais, lógicamente! Mangueirão Lotaaaaaaaaado! Final de campeonato! Chegamos tarde, eu e mais duas amigas! Só tinha ligar na rampinha subindo, uma cagada de homem (velhos, cabocos, novos) mexendo com a gente! Todas enjoadas! Argh! Mas é isso aí! Fenômeno azul na parada! Até a morte =O
Pra que??? Terminou primeiro tempo e nós nos afastamos pro lado direito! E pensamos "Pegaaaa, conseguimos espaço". Termina o intervalo e eu me dei conta: Lú, Fê!!! Tamos no meio da Remoçada!"... Hahhaha no início tudo bem! Mas a torcida pira o jogo todo pulando! E eu sabia os gritos de guerra!
Gol do Remo!!! cagaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaada!!! Louco! Perfeito!
Aí começa: "Terrorista filha da puta, chupa pica e dá o cu, ei terror vai tomar no cu!!!!! sou euuuu, sou euuuuuuuuuu, sou eu da remoçada sou eu" ------ Desculpem os palavrões, mas nós nos empolgamos. Na hora do grito... torcedos apontando pra Terror! E nós lá! Mas, como eu nunca tinha ficado no meio da Remoçada, eu realmente não sabia que quando começa o "sou eu, sou eu" as filas se alternavam... uma pro lado esquerdo, torcedores abraçados e pulando se deslocando e a seguinto pro lado oposto!
Olha o azar....
Isso porque 5 minutos antes a Fernanda tinha comentado "Cara, Mayra, as pessoas hoje tão muito mais fedorentas que o normal"... Eu ainda disse: "É, isso porque não é do teu lado que tem esse cara com a camisa na mão girando e o suvacão perto de mim"
Voltando à hora do "sou eu". Quando percebo o Suvacão daí de cima me abraça com o suvado no meu ombro pra eu pular pro lado cantando... Puts!!!!!!!!! Eu só conseguia pensar "cc passa, caraaaaa!!!! cc passaaaaaaa"... tava morrendo de medo do fedor do cara me passar! Enquanto pensava isso... tropecei e caí ainda por cima! Caíram uns 5 marmanjos em cima de mim, mas já tinha acontecido tanta merda que eu só conseguia rir! Tive um ataque de riso no chão e a Luciana levantando os caras a pontapés...
**********
Outro jogo fui assistir e não tinha quase ninguém! Era feriadão prolongado e próximo de eleição. Eu era petista doente! Aquelas que não dá nem pra discutir.
Quando percebo... começam a chegar uns "agrados". Água, picolé de cupaçu, biscoito de polvilho, etc! Eu nem aceitava, mas o cara insitia tanto que aiiii, tá! Aceiei o picolé, mas era pra ver se ele parava de mandar! Fingi que derrubei sem querer o picolezinho no chão!
Antes de um lance quase decisivo no jogo, me chega um velho, com óculos de fundo de garrafa, com uma blusa do Duciomar (partido contrário ao meu) e metade do buchão aparecendo!!!
"Não creio!!!". Foi a única coisa que pensei na hora! O que mais pode acontecer, doido?
Ele: Gostou do sorvete?
Eu: Caiu, mas brigada!
Ele: Dá um sorrisinho!!!
Eu: O que??? Eu não!
Ele: Eiiii - apontando pros amigos velhos em cima - Olha, ela vai sorrir! Olhem o "fundinho" dela!
Eu: Ei, moço!! Que isso??? Que fundinho, tá louco???
Ele: Olhaaaaa, dá um sorriso pra aparecer o fundinho!
Porra... eu não consegui ficar séria! Aí o velho se empolgou e eu fiquei ROXA de vergonha!!!!!
Pior... Isso tudo acontecendo e um ex-namorado meu vendo tudo na fila anterior à minha.... tsc tsc. E a gente tinha terminado na véspera...
Que fundinho o que.......
São covinhas, velho!!!! Grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr
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Só mais uma!!!
Fui secar o Pay@#$%& uma vez. Fui mesmo! Na verdade eu só queria ver o Mangueirão novo. Estádio Olímpico!!!
Fui com um amigo meu que é doente por esse outro time. Ele não me levou pro meio da Terror???
Tá... fui!!!
Figueirense começou ganhando! E eu sem poder comemorar!
Paysandu empatou! Todo mundo comemorando e eu na minha... Puta da vida! Quando eu vejo, vem um cara lá de cima da torcida me abraçar! Posso com isso? E ainda dizia: Obrigado!!!! Você que tá dando sorte!!!
A minha vontade era de matar o cara. O meu amigo que me levou ria tanto! tanto!!!!! aiiiiiiiiiiiiiiiiii que raiva!
No final! O paysandu ganhou de 4 x 2! E vocês acreditam que em todos os gols o torcedor vinha me abraçar e agradecer minha ido ao estádio??? Pooooooooooooooooooooooo!!!!! Todos os gols! Quando eu olhava pra cima ops amigos do cara me davam tchau ainda por cima!!!
Nunca mais me atrevo.......

terça-feira, maio 30, 2006

Frase pra ir pra COPA

Eu dificilmente participo dessas promoções em que se ganham viagens, prêmios e blábáblá! Mas quando se fala em futebol eu mudo de postura! Acho que quem me conhece sabe o quanto sou alucinada por futebol.
Gosto de assistir qualquer jogo na tv. Amo ir pro campo. Sou remista doente de ser reconhecida se for secar o Paysandu por gente que nem conheço. E tem coisas TCHUM que só a Mayra faz por você. Mas essas coisas de campo eu conto no próximo post. Além de assistir os jogos eu AMO jogar também! Inclusive hoje eu vou jogar huhuhu \ao/ !!!

Mas falando da frase da Copa, a Sky tava com uma promoção que a criatividade contaria muito pra levar uma pessoa pra assistir os três primeiros jogos da seleção na Alemanha, com direito à acompanhante!

A pergunta era: "O que você levaria pra Copa pra dar sorte ao Brasil?"


Eu não hesitei!!!!!!! Eu levaria todos os meus ex-namorados! Não dizem por aí que sorte no jogo é azar no amor! O BRasil será hexa com certeza!


Mas nem ganhei. Pooxa. Tinha certeza que ia ficar entre os quatro e agora eles nem dizem lá quais foram as frases dos 4 que ganharam. Já pensou? Eu estaria embarcando pra Alemanha! Não consigo imaginar qual seria a emoção de assistir a copa do mundo! Mas esse time tá de salto alto! Isso me dá angústia! Tinha que entrar com mais humildade! Vocês viram o lance do Edmílson? Aquela entrada dura no treino? Isso porque eles tão lá só há seis dias e já tão nesse estresse........ tsc tsc.

segunda-feira, maio 29, 2006

Baratas

A barata, todo mundo sabe, é o bicho mais escroto que existe na face da Terra.

Ao contrário do rato, por exemplo, a barata corre ou voa para cima de vc sem muita cerimônia, pensando que, em vez de uma merda pequena daquelas, é um leão. Mas, ao contrário do leão, ela não ataca a gente e mata com uma ou duas mordidas, o que encerraria o caso de uma vez por todas.
Não, ela prefere matar a gente de raiva e nojo. Sim, porque - e aí vai a segunda sacanagem da barata -, quando a gente finalmente mata a corna, ela solta aquela gosma esbranquiçada e fica mexendo as antenas, como se estivesse zoando com a nossa cara.

Ou seja, a barata é uma filha da puta e fim de papo.

Pôr-do-sol no Biruta

















Admiração. Emudecimento. Belo Posted by Picasa

Essa é a MINHA música

Outro dia eu estava num barzinho com uma amiga na parte de fora. Uma banda tocava dentro e quando começou a tocar uma música, umas garotas que estavam na mesa ao lado fizeram um escândalo! Uma gritaria que eu até me virei pra olhar. "Essa é a miinha música!!! MINHA música!".
Eu gargalhei por dentro. Não por elas. Nunca! Mas me lembrei de quando eu era criança e gritava brigando com as minhas primas dizendo que a Change Phoenix era eu! Hehehehe! Ela era a amarelinha e esquentadinha da trupe. Enquanto todas as outras meninas queriam a rosa e sensata Change Mermaid, eu já queria a diferente.
Mas voltando às músicas, é normal te identificares com uma música e tomares posse dela! Gritando pros quatro cantos do mundo que ela é tua! E não gostas quando alguém te "imita" gostando da mesma canção. Eu não chego a dizer que a música é minha. Mas eu sempre gosto de algumas bandas ou cantores meio desconhecidos e quando eles são "descobertos" eu perco um pouco o interesse. Parece estranho, mas eu sou assim. Quando começa a massificar ou tocar em todos os lugares, onde grupos fazem coros cantando sem nem entender direito o que a letra quer te passar.
E eu não sou assim só com música! Eu sou com lugares, filmes, poesia, livros!!! É uma das minhas bizarrices, mas eu gosto do diferente. O diferente sempre me fascinou. Acho que é por isso que eu tenho esse meu estilinho cheia de apetrechos, cordões mil, pulseiras, penas, brincos, tornozeleiras. Uma característica índia que nem tenho sendo descendente de inglês e português.

Ele não está a fim de você

Acho que é muito mais comum entre as mulheres do que entre os homens essa mania de ficar tentando imaginar e fantasiar as coisas. Deve ser pra tentar disfarçar e não aceitar a rejeição. Inventar desculpas pra tentar achar respostas que são simples. Acontece. O cara não está a fim de você! Não adianta ficar pensando, se enganando: "Ah! Ele acabou de terminar um namoro longo, não quer se envolver" , "Foi tudo tão legal que ele ficou com medo de se apaixonar" , "ele tá estudando demais", "Viajou a trabalho", "Roubaram o celular dele e ele perdeu toda a agenda e meu número junto", e etc, etc, etc.
Essas desculpas são contadas, remoídas, misturadas, analisadas por amigas, primas, mães e várias mulheres próximas que vivem por perto dos tais "sumidos". Tentando fervorosamente entender o que se passa dentro da cabecinha dos rapazes! A noite foi maravilhosa, o papo fluiu de uma maneira incrível. Vocês riram, conversaram, entraram em sintonia. Ele ligou no outro dia. Vocês marcaram um cinema pro final da semana e ploft! Ele sumiu. Não retorna as tuas chamadas e nem responde e-mail, scrap. No eme-esse-êne então ele nunca mais apareceu (bloquear, não, né?). Sumiu. Simples assim. Escafedeu-se! A resposta pra a pergunta "O que aconteceu com ele? O que foi que eu fiz?" é simples, apesar de bem cruel. Ele simplesmente não está a fim de você!!!
É, acontece sabia? Nas melhores famílias! É difícil admitir, né? Lógico. Pra quem seria fácil admitir esse tipo de rejeição? Muito mais cômodo é arrumar desculpas esfarrapadas pra tentar justificar isso mesmo. Acho que pra ninguém é muito fácil chegar e falar verdades. Assumir na frente de quem seja lá que tu estás te envolvendo (nem precisa ser envolvimento, pode ser inclusive uma noite. Um fica. Um beijo) que tu não estás a fim! Que tu não desejas te relacionar com a pessoa do jeito que ela deseja e até merece. Acontece sempre. Toda hora.
Uma pesquisa feita nos Estados Unidos comprovou a hipótese de que os homens preferem ser atropelados por um elefante do que ter que dizer pra uma mulher que não estão afim dela. Virou teoria dos americanos. É. E é a mais pura verdade, não? Não só mulheres, mas homens também! Não é fácil pra uma mulher chegar e assumir isso na cara do tchutchuco! Mas sendo covardia ou não. É mais fácil tomar um chá de sumiço. Fácil pra quem faz. Mas pra quem sofre isso é muito árduo. Aliás, haja imaginação pra ficar inventando 800 desculpas pra anestesiar a rejeição. Eu me acho muito mimada em relação a envolvimento. Não sei ouvir um não. Tô acostumada a tomar as rédeas das situações. Perder o interesse. Pegar abuso e cair fora. Sumir do mapa. Fugir. Falar a verdade também. Ser sincera e dizer que perdi o interesse. Que não quero. Não bateu, simples. O cara pode ser o mais maravilhoso do mundo. Mas acontece, po! Não bate, né? Não rola a tal química! E quando o jogo se inverte. Aaaaaai, papai. Como se sofre! Hahahaahahah! Todos os meus complexos mais camuflados são aflorados. Sabe aqueles lá do fundo? Pois é. Eu fico imaginando mil coisas. Me achando a mais feia, chata, burra e desinteressante mulher do mundo! Mas, porra! Não seria lógico parar pra pensar que simplesmente o cara pode não ter ficado a fim de mim? Acontece , po! Não é sempre o contrário? Por que o doido pode não ter ficado a fim? Normal, rapá! Só é foda colocar isso na cabeça e assumir que ele preferiu a patricinha, loirinha, arrumadinha e perfeitinha em evidência! Eheheheheheheheh


Obs: Esse texto foi inspirado numa matéria que eu li uma vez. Aí, resolvi escrever sobre isso. Por sinal. Queria ler essa matéria de novo. Não lembro onde foi.... dã!

Mude

"A maioria das pessoas imagina que o importante, no diálogo, é a palavra. Engano, e repito: - o importante é a pausa. É na pausa que duas pessoas se entendem e entram em comunhão"

Já diz Nelson Rodrigues.....

Pare um pouco. Pense. Reflita. Aprenda consigo mesmo.

Pare. Pense. Nem tudo é bom quando feito por impulso.

Mas pare também um pouco de ter sempre o pé no chão.

Pare um pouco de pensar só nos outros. Pense no teu bem.
Mas pare também de olhar só pro teu umbigo e olha ao lado e veja quem precisa.
Pare... Mude. A vida é sim feita de mudanças.

Porcentagem Paraense

Tô pensando seriamente em virar gay.
É... Lésbica mesmo. Mas acho que isso não vai acontecer porque eu vou me mudar de Belém antes. Cara, porque é impressionante a capacidade que os homens de Belém têm em se tornarem desinteressantes.

Porra... primeiro. Eu com meus mil abusos não consigo aturar muito quem escreve errado. E com a tecnologia desse jeito a gente usa o ême-ésse-êne muito mais que telefone, inclusive. Então é cada absurdo que a gente lê! Tudo bem que coisa ou outra é completamente normal. Quem não escreve errado, né? Apesar deu achar que o tal do messenger emburrece. Tu começas a ler o tempo todo um monte de asneiras escritas erradas que tu acabas te confundindo! É bom tomar cuidado, né?

Voltando pra Belém. Então... 80% dos homens dessa cidade escrevem errado. Ou mais que isso? Os outros 20%: um é meu pai, outro é meu irmão, outros são comprometidos. Outros são gays. Outros são meus amigos. Uns não querem nada comigo. Outros eu não conheço. E alguns não deu. Sei lá... Não rolou.

E agora? Viro homo??? Não sei se conseguiria, na verdade, então como tô quase pra me formar acho mais fácil ir embora e me apaixonar por alguém nesse mundão afora. Será? Lógico... com essas trilhões de pessoas espalhadas por aí, é impossível que eu fique pra titia. Ou não? Nada é impossível, né? Mas, po! Todo mundo acha o outro lado da laranja (é assim que fala?) ahahahah a outra metade do limão.

Enfim... Eu, apesar dessa insensibilidade toda quero sim encontrar um cara companheiro, bacana, inteligente, engraçado, interessante, e... ahhahaha existe? O que me resta é esperar. Errando um onte por aí. Me divertindo. Sofrendo. Apredendo... Me fodendo como sempre. Por que, puta que o pariu! ahhaha eu tenho mais é que me foder mesmo!

Absurdos que o povo canta

Quem nunca se pegou cantando uma música errada? Gritando, cantando com paixão e toda força existente dentro de si? Enrolando e tentando disfarçar as letras erradas. Lógico que músicas que não pertencem ao nosso idioma são muito mais comuns e perdoáveis. Nem todo mundo é obrigado a saber cantar que nem aquela menina do BBB "ia nuôooo, ia ne silver..." hehehehe. Brincadeiras à parte... À parte não. Esse texto vai ser mais uma brincadeira sim! Lembro muito bem da minha boadrasta (ela vai me matar? Não hehe) que cantando uma das mais famosas: "Na madrugada a vitrola rolando um blues, TROCANDO DE BIQUINI sem parar". Ela mesma ri muito quando conta. E ainda tinha aquela outra que ela troca: " Eu perguntava tu e o holandês, e te abraçava tu e o holandês". Hahahaha (Do you wanna dance, não?) Mas outro dia, vagando pela Internet, dei de cara com umas coisas absurdas que me fizeram rir até a barriga doer das coisas que lia. Eu sei que nunca fui de parar pra ficar decorando letra, sempre queria aprender na marra e acabava errando muitas coisas também, mas... Eis alguns exemplos: Bom, é melhor eu colocar aspas desde aqui pra vocês não acharem que fui eu, mas isso é a mais pura verdade! Foi na Internet que achei essas péeeeeeeeeeerolas ahhahahahaha!! Os comentários entre colchetes vão ser os meus, se é que me permitem! (Olha as merdas que eu fico vendo na internet!!! Que fiquei bem claro que isso são só em horas vagas e de desestresse!!! eheheh)

"1. Minha sobrinha quando tinha 5 anos cantava um trecho da música da Ivete Sangalo da seguinte maneira:
E vai rolar a festa, vai rolar... O PORCO PULGUENTO mandou avisar

[eheheheheh Tudo bem, a gente dá um desconto porque a menina tinha 5 anos, né?]

2. Charlie Brown Jr Eu cantava: "tirou a roupa entrou no mar pensei meu Deus ela afogou-se, tu me apresenta essa mulé mermão te dava até um doce, se fô o pelé é d+..."

[ahahahahhaha doidoooo, mil vezes doido!!!]

O certo é (eu acho não tenho certeza): Tirou a roupa entrou no mar pensei meu Deus quem foi que fosse, tu me apresenta essa mulé mermão te dava até um doce, sem roupa ela é d+ ..."

[esse "eu não tenho certeza" matou mais ainda ahahahahha]

3. "Mais fácil apedrejar pôneis em Bali..." Teve até site que divulgou essa versão de "Se", ao invés de "Mais fácil aprender japonês em braille..."

[Puta que pariu ahhahahahahahahahaah sem nenhum comentário!!! O melhor esse!!!!!]

4. Uma música do Belchior, gravada pela saudosa Elis, chamada Nossos Pais. A certa altura a letra diz:
MAS É VOCÊ QUE AMA O PASSADO QUE NÃO VÊ. Mas o povo canta: MAS É VOCÊ QUE É MAL PASSADO E QUE NÃO VÊ!

[Mal passado????? A gente inventa cada coisa]

5. Quem nunca ouviu alguém cantando-Homem que MATA capitalismo selvagem???? ÔÔÔ...Pohahahahh essa é clássica!

6. Djavan canta: Açaí, guardiã... e o povo canta: AO SAIR DO AVIÃO...

[ o problema é a concordância do resto, rapaz!!!!]

7. Tem a dos Paralamas também: "alagados de ..." Todo mundo canta tejrhetau!!! Alagados de Trenchtown seria o correto...

[essa é até perdoável, né??? Ou não?]

8. GIVE ME LOVE Sabem aquela música que a Marisa Monte canta em seu cd duplo ao vivo "Give me love"? Tem uma parte que diz: "wont you please, oh wont you..." Na versão da minha mãe é "One, two, three, four...." Ótimo!

[Não é a minha mãe Neyla... é a mãe da menina que escreveu isso, hein!!!]

9. Sempre cantei "Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão..." quando o certo, segundo me disseram, seria "Batatinha quando nasce espalha rama pelo chão..." (é.. até q faz sentido... )

[Ai, esse eu cantava errado!!!!!!! Juro que cantava!!!!!]

10. Minha irmã inovando a música brasileira! Outro dia peguei a guria ouvindo ivete sangalo...Mó poluição sonora né?? Mas isso não era o pior... De vez em falar "A minha sorte grande foi vc cair do céu" A besta cantava.. "Minha éguinha saltitante vc caiu do céu" É difícil acreditar, mas ela cantava assim msm! Tbm tem uma outra amiga q cantava assim: "Sim, sim, sim esse amor é tão profundo...Vc é minha MONALISA (prometida) vou contar pra todo mundo!" rsrsrrs..Ai só as pérolas!

[Essas nem eu entendi direito! Acho que é porque não conheço as músicas!]

11. "meu filho vai ter.. nome de saaanto..." ele cantou: "Meu filho vai ter... nome de SAAAAANDRO!" E eu achava que a música "Ainda é cedo" se chamava "Indeciso"

[?????????]

12. No Escurinho do cinema (Rita Lee) O trecho da música que diz: "...Se a Deborah Kerr que o Gregory Peck Não vou bancar o santinho.Minha garota é Mae West. Eu sou o Sheik Valentino" eu cantava: "...Suzana não quer que ela me pegue. Não vou bancar o santinho. Minha garota é meu leque. E eu sou o chic valentinho..." Também... era muito difícil de acertar...risos

[ahahhaha difícil???? Melhor nem cantar então, po!!! Ahahah sacanagem, eu confesso que erro váriaaaaaaaas!!!!]

Enfim.... é pra rir , não é??? Quero só ver quem admite alguma coisa por aqui! Mas tudo é perdoável. Por que ficar também com a letra da música decorando como milhares de pessoas fazem antes de ir assistir a algum show? Isso eu já vi! Aliás, acho que já até fiz quando era mais nova. Ficava lá... Uma hora voltando a música pra ver se decorava pro show de horas mais tarde! Doida, doida!!! Ahahhaha Mas que existem muitos absurdos que o povo canta... Ah !!!! Isso não dá pra negar!!! Isso tem!!! =] E dá pra soltar várias gargalhadas observando...

Sonhos, Dejá vu ou impressões que devaneiam

Eu sonhei hoje com um cara que nunca vi na minha vida. E eu, no tal sonho, nem tava morando em Belém. Incrível. Acordei apaixonada por uma pessoa que eu mesma inventei. Um cara literalmente dos meu sonhos. Mas inventado pelo meu subconsciente.

Fico pensando no que é que significa o sonho mesmo. Existem vários conceitos sobre o que acontece conosco quando estamos dormindo. Sobre o que vem a ser essas imagens em forma de filme que passam no pensamento adormecido. Sonhos são seqüências de fenômenos psíquicos (imagens, representações, atos, idéias, etc.) que involuntariamente ocorrem durante o sono.

Mas existem religiões que afirmam que nesta hora do sono que a nossa alma viaja e assim ocorrem vários "encontros" e acontecimentos entre uma alma e outra. Eu acho que sou um mero ser humano que não consegue definir nitidamente o que vem a ser o sonho. Mas voltando ao sonho em si.

Sonho ilude, né? Eu sempre acordo com a sensação mesmo de ter vivido! Vivido intensamente tudo o que aconteceu. Sentido os mais inusitados sabores e sentimentos. Quando eu afirmo que acordei apaixonada, isso é a mais pura verdade. Acordei apaixonada e triste por ter sido só um sonho.

E quem era esse cara? Será que ele existe mesmo? Será que, em algum lugar do mundo, existe um cara que nem esse? Será que os sonhos têm a ver com o real dejá vu? Essa sensação que sempre vem à tona. Normalmente eu sinto já ter vivido alguma coisa que está acontecendo comigo. Outras vidas? Ironia? Apenas sensações? Não sei. Só sei que sonho ilude. Ou então nos faz acordar com ódio! Quem nunca acordou com ódio do sonho que tava tendo e dando graças à Deus por ser somente sonho?

Mas esse sonho me despertou sensações que nunca mais tinham acontecido. Tudo bem que foi só um sonho. Mas me fez realmente achar que eu ainda sou capaz. Eu nem lembrava como era se apaixonar. Não sabia mais como era essa sensação. Mas aconteceu. Mesmo que seja em sonho. Me fez sentir viva. E acordei meio puta de ter sido só sonho na hora. Mas agora. Ah! Agora eu sei que mesmo nunca mais vendo esse cara de novo, eu sou capaz. E foi tão lindo. E agora vou me esforçar mais que nunca pra sentir isso de novo. Sem medo de rejeição. Sem medo de sofrer. Só viver. Mas bem que esse cara poderia tá aqui na Fox quando eu for lá alugar um filme, né? hehehe
A pior ilusão que existe é darmo-nos conta de que as pessoas são idiotas.

Não! Não tô desacreditada e descrente.... É uma singela opinião formada por observação de uma sociedade hipócrita e atrasada. Na verdade eu acho que queria criar uma polêmica. Talvez uma polêmica que possa ser complementada por um personagem do Bukowiski. A Cass em: A mulher mais linda da cidade, um de seus contos, preferia os feios. Aliás, os mais feios de todos. Ela se revoltava com os belos, os considerados belos, na verdade. "Uns frouxos - dizia, sem graça nenhuma. Pensam que basta ter orelhinhas perfeitas e nariz bem modelado... Tudo por fora e nada por dentro".

Eu me identifiquei tanto com a Cass por esse tipo de opinião dela, lógico. Nada com o resto de características que ela carregava consigo que por vezes eram bastante sórdidas. E não que eu não admire um homem bonito, lógico que sim, ora... Uma "delêeeecia" , né? hehehe! Mas assim como a mulher precisa ter algo além da beleza, os homens têm necessidade disso! Precisam encantar e conquistar coisas que vão além do que os olhos podem ver.... "O essencial é invisível aos olhos"

Músicas que provocam o que mesmo?

Existem músicas que sempre vão despertar nas pessoas uma sensação de completa felicidade e euforia! Eu entendo sim que é uma coisa quase inexplicável! Não consegues te controlar e nunca no mundo vais conseguir descrever o que tas sentindo pra pessoa ao lado. E até pro fundo mais profundo do teu eu.

É... O problema todo é quando essas músicas são as mais batidas de todos os tempos. Sabe aquelas que tu não entendes o porquê delas continuarem tocando em festas? Quer dizer, tu entendes sim porque quando tu olhas pro lado tem um leso gritando com as duas mãos pra cima, com aquela expressão de "Ah! Eu To maluco!". Tu, que já estavas com aquela cara de ah-eu-não-acredito-que-essa-música-batida-tá-tocando, te deparas com esse louco (É! Literalmente louco) com aquela euforia (quase) indescritível, ora fechando os olhos e voltando o rosto pra cima com um ar de felicidade suprema, ora abrindo os tais olhos com uma expressão de empolgação falando com gestos vibrantes para as pessoas que estão mais próximas sua intangível e sublime alegria, demonstrando o quanto ele estava esperando a noite toda por aquela tão recente descoberta da música universal. Posso começar com os exemplos, não é?


1. Mr. Jones --> Essa pra mim é um clássico de euforias dos lesos. Quando começa a baladinha tu só ouves os "urruuuuuuuuuuuul". Disgusting.

2. Carolina Carol Bela --> Hehehehe confesso que não sei em outras regiões do Brasil ou Universo, mas aqui em Belém do Pariu é impressionante. Ainda mais quando esta musiqueta vem acompanhada de pirralhos (às vezes nem isso) joselitos com cheiro de gelol, chupetas, pirulitos, óculos escuros, etc., etc., etc. NO GELOL!!! YES GELO!!! Hahahahah

3. Nirvana, não? Sempre, né? Ih... Ainda mais aqueles que tão começando a gostar de rock'n roll. Tsc tsc. Preciso comentar mais?

4. O Papa é Pop, O papa é Pop... Ou seria melhor Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones?

5. Será só imaginaçãaaaaaaaaaaaaaaaao???? Hahahah na voz da Simone confesso que ainda fica mais inadmissível!

6. Voltando pras eletrônicas. Barcelona não poderia faltar. Urruuullll e ainda eram inventados refrões personalizados: "às vezes eu acho que to em Barcelona..." (???) É... Um tal de Márcio cantava assim. Lembro bem. Será que ele ainda canta?

7. I Little Respect - Lembram daquela I try to discoooooooooooooooooover??????? Ahahahahahahahhaha!

8. Losing My Religion do R.E.M também é um clássico das sonoridades que repercutem euforia indignantes!

9. Ah........ Uma pena muito grande citar aqui, mas é inevitável. Adoro a banda, mas Último Romance popularizou e massificou e acabou por se tornar a campeã em teorias Essa-música-foi-feita-só-pra-mim e essa-música-é-minha!


Enfim... Uma pena mesmo. Bom, acho que eu poderia ficar aqui durante um bom tempo tentando citar as mais variadas vertentes de músicas que provocam essas mais variadas sensações, expressões e notoriedades, mas prefiro ficar por aqui e esperar exemplos dos mais variados vindo de vocês.

ALICE

Ah! Ela era uma peste. Mas como essa ruivinha aprontava. Era mandada pro psicólogo do colégio todos os dias. Os professores? Ahahaha acho que odiavam mais esta pequena porque ela só tirava as notas máximas. Tinha uma facilidade incomensurável pra aprender. Aliada às travessuras só podia mesmo despertar a ira dos professores.
O Ivair, professor de português, não dirigia mais a palavra a ela no final do ano. E logo o de português. Na entrega da última avaliação os alunos iam buscar suas respectivas provas na mesa do professor. Ela, por sua vez, com um Dezão estampado, tranqüilamente foi pegar o que lhe pertencia. Ivair, deixando transparecer a admiração que tinha por Alice alfinetou: A linha entre o amor e o ódio é tênue. O riso debochado de Alice parecia até arrogância. Mas era orgulho. Talvez por essa confortabilidade tão grande que sentia quando estava dentre os livros, textos e poesias, Alice tinha reações meio ignorantes até quando alguém falava errado.
Ela não conseguia se conter. Desde a empregada falando reSistro até o paquerinha falando "pra MIM pegar."

É.... acho que é até uma arte. A Arte da capacidade dos homens de se tornarem desinteressantes. Incrível como eles são capazes de fazer isso tantas e tantas vezes! E Alice, já um pouco mais velha, assim como várias outras mulheres, deixava passar batido alguns dos deslizes. Outrora, fingia que não via. Mas chegava em um certo porto que já estava irremediável. Com esse avanço inestimável da tecnologia, o contato virtual ficou cada vez maior e Alice só faltava cortar os pulsos quando conversava pelo eme-esse-êne com os tais tchutchucos. Minhanossasenhoooouuuuuuuuuuuuuura!!!! Era cada absurdo que aparecia que ela quase arrancava todos os cabelos! E era cheio de concerteza, quizer, mais eu não vou mas, úmilde, licensa, será SE ela vai?........ Enfim. Isso é pouco perto do que se lê por aí!

Coitada da Alice. Será que é tão difícil achar homens interessantes e legais que escrevam e falem um pouco menos errado? Por que tanta displicência com a Língua portuguesa? Ah! Essa mulher estava só neuras! De tanto conversar com pessoas que escrevem errado, de tanto ler estes absurdos com essa freqüência toda ela começou a ter dúvidas de como algumas palavras eram escritas. Num dia ela escreveu intonação, pode? Heheeh Ela piorou com os ataques dela.

Irritava-se e começava a pegar abuso de todos os carinhas. Ela inclusive evitava conversar com eles pela Internet pra não ver os tais absurdos como a gente junto! É... A lógica é mesmo que ela começasse a selecionar quais os caras que ela ia se envolver, né? Pois é. Ela até tentava, mas não conseguia. Tudo acabava como ela já previa. Saco ao quadrado isso. 80% dos homens já tinham sido descartados... Será que mais? Não. Acho que 80%. Mais que isso pode se tornar exagero. O restante. Esses tais 20% ela avaliou que um era o seu pai. Outro seu irmão. Uns eram gays. Outros comprometidos. Outros eram proibidos. Uns muito amigos. E por fim, alguns poucos ela achava que não conhecia. E lógico... Tinham os que não queria nada com ela, né?

Mas é óbvio que bateu o desespero na moça. Ela tava se questionando. Será que ela tinha que virar gay? Isso é sério. Ela pensou muito nisso. Mas depois viu isso podia se tornar mais difícil ainda. Na cidade que ela morava, quase Dogville, tudo ficaria mais difícil se ela virasse homossexual. Ela estava realmente perdida. Talvez a solução mesmo fosse ir embora de uma vez por todas daquela capital que mais parecia um interior. Ela queria ir. Viajar, viajar, viajar!

Conhecer pessoas novas, culturas, tradições, povos, culinária, paisagens... Fugir (fugir???) pra bem longe daquilo tudo que a sufocava há tempos. O Final dessa história? Bom, eu queria saber também. Eu realmente espero que a Alice encontre um cara muito bacana pra ela. Acho que ela merece. Será que é muito difícil achar alguém que deixe a Alice rindo à toa, flutuando e besta de paixão? Mas ultimamente ela tem descoberto que existem sim pessoas muito mais legais do que ela mesma achava que pudesse existir nessa tal cidade. Talvez o problema seja mesmo é com ela. Doida! =]