Eu nunca escondi a minha admiraçao pelo Chico. Alias, eu faço frequentemente declaraçoes publicas explicitas de amor e carinho a ele. Alem de formador de opiniao, o Chico consegue me fascinar cada vez mais. Dizer isso "so" porque ele entende da alma feminina e verbaliza isso melhor que muitas de nos, virou lugar-comum.
Mas ja citei a sensaçao que as musicas me proporcionam em alguns posts anteriores, e assumi que acho Mayramente improvavel que eu nao deixe de enjoar de alguma musica que ouço repetidamente. Por isso economizo-as.
Mas com o Chico nao é assim. As vezes, posso passar um mês sem ouvir. Nao! Nao! Um mês é muito. Duas semanas sem ouvir sequer uma musica. Mas depois volto com força suficiente para conseguir achar dentre as musicas, visoes e interpretaçoes minhas que estavam la escondidas nas entrelinhas e que, até entao, tinham passado despeapercebidas. De repente, criam um sentido absoluto pra tudo!
"E o tempo inteiro eu so zombei do amor..."
O Chico, alem de me fascinar, me consola. Quando meu coraçaozinho ta machucado e descrente, ele chega e me acalenta. Quanto acho que tenho uma pedra no meu peito, ele vem e termina a minha frase com um "mentira".
As vezes, me basta tao completamente que me liberta de mim. Alias, somos todos mivres, nao é? Mas ele me entende quando "queimo" meus navios, unico meio de comunicaçao com o resto do mundo, me isolando e por vezes, sem ter pra onde ir.
Confessa o grande misterio da alma feminina e sua curiosidade com isso. Assume-se expectador, voyeur e vedor da mulher. Mas completo desconhecedor ao contrario do que se fala por ai (o tal lugar-comum) por causa das cançoes.
"Ha mulheres terriveis! Que fazem coisas horrorosas. Mas um amigo que faça algo assim, você rompe com ele pra sempre. Mas se for uma mulher, você releva um pouquinho porque ha ali algum motivo de mulher que talvez você nao entenda e diga: 'Bom, mas isso se deveu mais à um motivo feminino, essa coisa que aconteceu, essa coisa que ela fez, essa coisa que ela falou, teve ter algum motivo feminino por tras'."
Nessas horas lembro tanto do Pedro e dos pais dele. Lembro quando saiamos so nos 4 pra tomar uma (???) cervejinha sabado a tarde e passavamos metade do tempo declamando Chico, onde cada um tinha a sua propria interpretaçao e nos surpeendiamos sempre com a versao "do outro". O lado que cada um conseguia enxergar diante da mesma cançao e o quao eram diferentes as percepçoes. Dessas tardes que viravam noite e seguiam pela madrugada, nos sentiamos realizados (e porres!) no final pelo tanto que conseguiamos absorver boas sensaçoes pelas diferentes opinioes.
Ficando no corpo feito tatuagem e brincando feito bailarina.
Da saudade dos aniversarios na casa deles que sempre terminavam com o Pedro playboy saindo pra cocotar depois da cantoria, e eu ficava la com a Nena (mae) vendo e revendo os dvds do tal homem dos olhos azuis. Assumindo (ela) que so trairia o Pedrinho se fosse com ele e eu confessando que deixaria pra tras minha filosofia de vida e casaria com ele.
Mas que nao fosse pra chorar no tapete atras da porta. Mal-dizer do lar, sujar o nome e adorar pelo avesso!
"E quantos homens me amaram bem mais e melhor que você..."
E ate a conseguir justificar a propria traiçao colocando culpa na mulher e terminar falando "te perdoo por te trair". Fica tao obvio depois! Tao desculpavel e pragmaticamente justificado.
E com ele a gente segue dilancerando peito, arrasando projetos de vida e acaba tendo a amarga impressao de que ja vai-se tarde...