Com quase nenhuma alteração, esta foi minha resposta a um e-mail infame que me foi remetido. A mensagem, sob o título “O que pode acontecer se Dilma ganhar”, era sórdida, esculachava nossa candidata e utilizava a mesma tática de terror e preconceito que o reacionarismo tacanho utilizou às vésperas do primeiro turno. Sabendo que a besta vai sair da jaula novamente, sugiro a todos que não deixem passar. Vamos responder com argumentos a todas as infâmias e, de cabeça erguida, ganhar a eleição e continuar mudando o Brasil!
"Gostaria apenas de responder ao sujeito que enviou este e-mail difamatório, preconceituoso e mentiroso em relação à candidata Dilma Roussef.
As pessoas como você, meu caro, obscurantistas e oportunistas, que agem nas sombras por meio da calúnia e da pregação do medo, felizmente não têm vez no Brasil que está se construindo com a força de centenas de milhões de trabalhadores e trabalhadoras. É um Brasil que você e as elites fingem não ver, porque sentem falta do país atrasado, atrelado e subalterno a interesses das grandes potências estrangeiras, no qual mandaram por séculos.
Sentem falta do Brasil de oito, dez anos atrás: faminto, desempregado, de joelhos e alquebrado, sem auto-estima.
Mas o povo brasileiro não quer de volta essa realidade triste. O povo que lutou e hoje se sente representado no poder não quer devolvê-lo às mãos de uns poucos endinheirados – aqueles que passeiam no Ibirapuera invejando o Central Park, que vivem nos condomínios de luxo sonhando com Beverly Hills. Não! O povo pensa, meu chapa. E o povo quer Lula e o povo quer DILMA!
O que pode acontecer se DILMA ganhar?
- Pode acontecer a continuidade do crescimento econômico a taxas chinesas, a geração de mais de 2 milhões de empregos com carteira assinada por ano, o aumento do salário mínimo acima da inflação.
- Pode acontecer de mais alguns milhões de brasileiros se somarem aos 30 milhões que chegaram à classe média. Pode acontecer de conseguirmos erradicar a pobreza, levando as famílias que ainda estão nessa situação ao patamar das mais de 20 milhões que saíram da miséria no governo Lula.
- Pode acontecer de o Brasil continuar sendo aplaudido internacionalmente como o país das oportunidades, da mobilidade social.
- Pode acontecer de o pré-sal ser utilizado para os interesses do Brasil e do nosso povo e não das empresas estrangeiras, que estão "babando" no canto das bocas engorduradas com as "oportunidades" que terão se o privatista e entreguista José Serra ganhar.
- Enfim, pode acontecer de continuarmos construindo um Brasil para todos os brasileiros e brasileiras. Um Brasil cada vez melhor. Um Brasil que orgulhe a cada um e a todos nós. E isso há de acontecer, porque DILMA há de ganhar!
Obrigado. E NUNCA mais dirija esse e-mail sujo para mim.
Expressões. Sentimentos. Magia. Encantamento. Paixão. humor. Enlevo. Vergonha. Desabafo. Sem Edição. Por impulso? Quase isso. Com vontade. Sem restrição. Rascunhos. Rabiscos. Idéias!
terça-feira, outubro 26, 2010
domingo, outubro 24, 2010
O laço e o abraço
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço… uma fita dando voltas.
Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido,
em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando….
devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E, na fita, que curioso, não faltou nenhum pedaço.
Ah! Então, é assim o amor, a amizade.
Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora,
deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor e a amizade são isso…
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!
Que possamos, sempre, cultivarmos laços.
Que todos os nós se transformem em eu, tu, nós.
beijos no coração.
Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido,
em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando….
devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E, na fita, que curioso, não faltou nenhum pedaço.
Ah! Então, é assim o amor, a amizade.
Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora,
deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor e a amizade são isso…
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!
Que possamos, sempre, cultivarmos laços.
Que todos os nós se transformem em eu, tu, nós.
beijos no coração.
sábado, outubro 23, 2010
quinta-feira, outubro 21, 2010
Reencontro em Veneza
Veneza é de mentira.
Foi o que pensei quando estava chegando ao hostel, andando pelas pequeníssimas ruas. Não era possível ser verdade. Pensava: Sera que existem pessoas que vivem aqui mesmo ou essa cidade foi feita cinematograficamente para despertar magia dentro de ti? Inacreditável!
Ainda mais: andar por ruas onde mapas não servem para nada, enlevando-se (de encantar) em cada esquina. surpreendendo-se todos os segundos com tanto charme e ainda ouvir a língua que foi feita e escolhida como o mais bonito dialeto do mundo (Dantemente falando!).
Descobri que o mágico de Veneza é perder-se. Perdendo-se e apaixonando-se a cada segundo. Pela cidade e, no meu caso e contexto, por mim.
Quando anunciei aos amigos que iria sozinha, metade (ou mais da metade) disse em coro: Sozinha em Veneza??? Um mês e meio depois de te separares? Tás louca ou arrumaste um namorado novo?
- Nenhum dois dois. Ou um pouco dos dois. Loucamente livre e enamorada por mim. Viajar sozinha se torna um vício e não é o destino que vai mudar algo. Poderia ser Veneza, Istambul, Havana ou Las Vegas. O momento que estou vivendo é de completa redescoberta, reencontro e paixão. Preciso de um momento sozinha e comigo mesma longe de Barcelona e Paris neste momento. E poderia ter sido Budapeste, mas Veneza apareceu de uma forma que vai afirmar minha paixão pela Itália e idealmente escolhida para haver um reapaixonamento por simplicidades esquecidas nos últimos 4 meses.
Sendo fãzoca de Nietzsche admirando a filosofia e sua própria "dependência" com a música, como muitos de nós, seres humanos normais (Tudo bem que em sua época música só significaria Wagner); sabendo que sem música a vida seria um erro, imaginem o quão alto fui ao imaginar o que ele quis dizer com: Se eu tivesse que substituir a palavra música, começaria por Veneza.quarta-feira, outubro 20, 2010
Um natural desabafo
O que me angustia é o conformismo e a falta de capacidade de argumentação que os jovens tem nos dias de hoje.
Em meio a tanta asneira que lemos e ouvimos todos os dias, nas épocas das eleições, nos damos conta que o preconceito anda tão forte quanto a comodidade dos brasileiros em absorver só as informações que lhes convém ou então de aceitar passivamente as mesmas que chegam da maneira mais fácil.
Numa troca de e-mails com a minha avó, outro dia, fiz questão de posicionar o meu descontentamento com jovens brasileiros e em especial um (que me angustia profundamente saber que não existe mais afinidade entre nós). Me acalmei com a explicação dela sobre minha reação de indignação ser natural pela nossa luta e de ver pessoas cheias de qualidades serem politicamente equivocadas porque não procuraram evoluir.
Não sei se acontece com todo mundo ou se foi meu meio social de quando morava em Belém que me faz ser "obrigada" a ler nas timeline a quantidade de absurdo que leio. Na minha condição de inquieta, é impossível não reagir. Logo eu, que sempre discuti e lutei pelos meus direitos. Confesso que, muitas vezes, até demais.
Eu acho que uma das coisas mais válidas é a discussão sem querer impor e sem ofender. Discutir com pessoas educadas e sábias, ainda que completamente contra ti, é fantástico e um aprendizado tremendo. Onde te faz enxergar melhor o outro lado e pode até te fazer concordar com algumas coisas. Discutir com pessoas inteligentes deveria acontecer sempre.
A minha questão aqui está longe de ser somente política. A minha questão aqui não é pra querer convencer ninguém de ideologia e nem de voto nenhum. Não quero ninguém igual a ninguém! A diferença entre os seres, na minha opinião, é uma das coisas mais belas da vida.
A minha grande vontade é instigar os jovens a ir atrás de fontes verdadeiras de informação, argumentar, questionar, refletir antes de escrever qualquer frase cheia de boatos ou então, como tenho visto demasiadamente, cheias de preconceitos. Preconceitos contra tudo! Outro dia li até frases querendo atingir a maneira de piscar de um candidato. Tudo, pra eles, é pra agredir, pra jogar sujo, pra ferir. Usam palavrotas torpes pra designar pessoas como se xingando atingissem mais forte. Mais certeiros!
Dia desses, fui obrigada a ler isto: "Ganhar é fácil. Receber comida na mesa sem precisar fazer muito por isso. Mas não é assim que se muda os rumos de uma nação...". É sério que os jovens de hoje perderam completamente a noção do que é um ser miserável sem ter o que comer, onde trabalhar, onde estudar e até onde morrer e acham que é fácil receber necessidade básica de um ser humano? 35 milhões de miseráveis agora tem o que comer e essa é a reflexão de um jovem de classe média alta brasileira? Por favor, alguém me diz que eu estou equivocada! Que este comentário foi pertinente sobre a miséria no país.
O que penso que precisamos, todos nós, é tomar muito cuidado pra não tomar posições baseadas em emoções (apenas), inclusive sentimentos de simpatia ou antipatia pessoal, quem sabe social. A fonte de informação precisa ser segura sempre, não somente em período de eleições conturbados por tanta calúnia. Ou, se não for segura, que sejam informações adquiridas de várias fontes diferentes porque sabemos que a mídia brasileira é controlada por empresários pouco interessados na inteligência do povo.
Não é mais fácil controlar a opinião de um povo que é totalmente desacostumado a refletir? Não podemos discutir como quem discute o melhor time de futebol ou escola de samba! Tem que ser sem raiva, mané! É o nosso país e estamos juntos nisso.
quinta-feira, outubro 14, 2010
Rápidos diálogos
Tia: Dilma é alvo de grupos de extrema-direita e neonazistas - O jornalista Tony Chastinet fez um levantamento minucioso sobre a origem de e-mails caluniosos que circulam contra a candidata Dilma Rousseff.
Sobrinha: Tia, e pra mim, ainda pior, é ver meus amigos, pessoas que tem todo o acervo pra informação em mãos, preferirem acreditar nas calunias. Se ainda fossem só os outros... Mas não, o veneno está mais impestado do que imaginamos!
Tia: Geralmente são pessoas que ou apenas repetem o que ouvem em cas, sem dar-se ao trabalho de pensar por si, ou então querem manter seus privilégios e preferem fazer de conta que acreditam no "mal" que quer equiparar os direitos.
Triste assisti...r e mais triste é ver a hipocrisia estampada.
Pero... no pasarán!
Sobrinha: Tia, e pra mim, ainda pior, é ver meus amigos, pessoas que tem todo o acervo pra informação em mãos, preferirem acreditar nas calunias. Se ainda fossem só os outros... Mas não, o veneno está mais impestado do que imaginamos!
Tia: Geralmente são pessoas que ou apenas repetem o que ouvem em cas, sem dar-se ao trabalho de pensar por si, ou então querem manter seus privilégios e preferem fazer de conta que acreditam no "mal" que quer equiparar os direitos.
Triste assisti...r e mais triste é ver a hipocrisia estampada.
Pero... no pasarán!
sábado, outubro 02, 2010
Batimentos.
E meu coração anda tão acelerado com sede de viver que não me deixa dormir com seus batimentos.
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