sexta-feira, junho 29, 2012

Tem dessas


Outro dia parei no meio de uma epifania que talvez possa nunca mais voltar. Era um sábado à noite e depois de um dia todo grudados até na corrida, pegando um sol e inventando novas receitas de húmus, Baco (ou Dionísio) chegou. E a Epifania foi interrompida pra dar lugar à atenção ao companheiro de todas as horas. 

Era de noitinha e o sábado mal tinha começado e eu já sentia falta dele. O sábado começando e o desejo forte de que ele não terminasse era grande. Pra que mesmo?

Nuns vinte e muitos anos, finalmente encontrei. Não o melhor companheiro e cúmplice porque ser “o melhor” é quase o mesmo que definir qualidade. Relativo. Então, sendo uma questão de percepção, digo por mim e mais ninguém, o meu melhor companheiro e o meu melhor cúmplice. Chegou, assim, mesmo sendo cliché, sem avisar. Chegou e demorou, para os dois, que algo pudesse ser realmente o que tem sido pela história de vida de cada um.

Adaptação aos novos prazeres, que são, mais que nada, mais do outro do que o teu próprio. Uma vontade incontrolável de ser melhor e querer sempre mais. Uma coisa tão boa de sentir que até se confunde com medo; e digo pela Capitu e Machado de Assis em toda a história nos fazendo descobrir junto com Bentinho que “amar traz também o medo”. O medo de acabar, o medo do outro se machucar, o medo da saudade, ainda que a saudade seja sabendo-se onde, como e quando.

Amar tanto que dói. Achei que essa era uma afirmativa de pais falando sobre os filhos e não de amores amantes e amados. Lembro muito bem do meu pai me contando que quando eu nasci, ele acordava todas as noites pra ouvir meu silencio dormindo no berço, colocando seu ouvindo no coração da pequena Mayra para saber se ela respirava; tão pequena e tão indefesa naquele novo mundo. Sim, eu, um dia em minha vida, fui a calmaria, a que dormia mais de 8 horas por noite, mesmo sendo um bebê com cabeça de “cupuaçu”.

Nesse sábado de dias grudados querendo virar um, começava o “de noitinha” e e eu pensei na “Insustentável Leveza do Ser”. Não tanto pela obra ou pelo autor, mas pela sensação que aquele livro me trouxe. Eu era bem mais nova quando o li pela primeira vez e aquela sensação de economizar pra não não terminar estava ali de novo. Sabes quando amas muito um livro que inclusive o escondes para não terminar de tanto que te toca? Naquele sábado, não foi por Kundera. Naquele sábado, foi pelo amor.

E amor pra mim não significava assistir juntos ao futebol depois de ter pegado sol lendo clássicos, o amor pra mim era uma união de tudo, dos livros, da vontade de ser melhor, de montar “a mesa” no chão tomando Bordeaux, do sexo, do entendimento, da cumplicidade, de toda a verdade e de, sobretudo, toda a diversão do mais famoso “se bastar” em dupla. O amor pra mim foi a união disso e de mais um milhão de coisas que eu poderia imaginar compartilhando vida.


Hoje fico pensando no antes e abro um sorriso. O amor tem dessas… E o nome do meu é Duncan.

domingo, abril 22, 2012

Memória?
Ultimamente não tenho tido memória pras coisas desagradáveis (Como muitos). Diferente dos pessimistas, que ainda latejam e se lembram muito bem de todo o ruim que lhes aconteceu.

Seria mais útil, em muitas vezes, fazer as coisas sem ter nenhuma lembrança de como aconteceram pela primeira vez. Seguramente, mais inovação seria arriscada se não houvesse memória. O ser humano tem a tendencia de se conformar com o que foi feito e deu certo, deixando de lado o risco que poderiam experimentar com o "novo".

Minha inclinação ao revés me faz pensar que posso ser completamente analfabeta, lendo só a forma de tudo, sem pensar no sentido que há atrás do nome formado com letras do alfabeto.

Risco. Arrisco. Mudo.

quarta-feira, março 21, 2012








Lado esquerdo:




“Eu sou hemisfério esquerdo. Eu sou um cientista. Um matemático. Eu amo o que reconheço. Eu classifico. Eu sou exato. Linear. Analítico. Estrategista. Sou prático. Sempre no controle. Um mestre das palavras e linguagem. Realista. Eu calculo equações e brinco com números. Eu sou a ordem. Eu sou lógico. Eu sei exatamente quem eu sou.”

E do outro lado:

“Eu sou hemisfério direito. Sou a criatividade. Um espírito livre. Sou paixão. Sou saudade. Sensualidade. Eu sou o som de gargalhadas. Eu sou o gosto. A sensação da areia nos pés descalços. Sou movimento. Cores vivas. Sou o anseio de pintar a tela em branco. Sou a imaginação sem limites. Arte. Poesia. Eu percebo. Eu sinto. Eu sou tudo o que eu queria ser.”

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Simples

Ser simples é uma das coisas mais difíceis. O ser humano tem muita tendência a complexidade.

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Concessão não é privatização!


Concessão não é privatização

Tucanos usaram a tribuna do Senado nesta terça-feira para atacar o PT e afirmar que o partido "enterrou" uma de suas maiores bandeiras: a luta contra a privatização.(Na Folha)

Álvaro Dias (PSDB- PR), disse :"O PT acabou. Com as suas bandeiras foi sepultado."É a confissão de incapacidade administrativa do governo de realizar obras ...".Pelo visto,o senador pensa o mesmo de FHC, que privatizou o país...

E a mídia não faz a mínima questão de diferenciar “privatização” de “concessão”, não é mesmo? O governo Dilma está ganhando para EMPRESTAR os aeroportos, enquanto a gestão FHC/PSDB não ganhou nada para VENDER estatais de expressão como a Vale.

Não adianta tapar o sol com a peneira: A presidente Dilma Roussef deu um baile no processo de concessão de uso de aeroportos. Foi uma vitória e tanto, e justamente num campo em que boa parte do tucanato se considera imbatível, a “qualidade gerencial”.

Privatização x Concessão

Vamos e venhamos, levar a discussão para esse lado é tudo que resta aos detratores sistemáticos do Governo Dilma. Ficam naquela de “Ahá! Privatizou!” e a discussão, que é 100% técnica, se torna ideológica. Ridículo.

Claro que concessão não é privatização.

Conceder não é “vender” uma propriedade estatal, mas sim permitir que uma empresa privada explore determinado patrimônio, com obrigação de efetuar melhorias, sendo que o Estado continua titular do bem. Simples assim.Ok Álvaro Dias?

Vamos destrichar o caso?

Vamos dar um exemplo: O aeroporto de Congonhas é do governo do estado de São Paulo. Adquirido pelo governo do Estado em 1936. É operado pela INFRAERO, mas NÃO é aeroporto federal. E NÃO foi vendido!

O que é uma concessão?

Concessão é a delegação sob contrato, à iniciativa privada, da administração de um serviço prestado tradicionalmente pelo Poder Público, por um determinado período e sob condições por ele controladas, incluindo qualidade do serviço e tarifas.

O que é privatização?; Privatizar é tornar privado, transferir do estado para o particular

José Serra (PSDB) e Elena Landau vendendo a Vale. Isso é Privatizar Como se sabe, a Vale do Rio Doce foi vendida por US$3,2 bilhões. Esse valor corresponde ao lucro da empresa em apenas um semestre. Atualmente, seu valor no mercado é de US$196 bilhões, ou seja, entregaram de graça um patrimônio público.Quem fez isso não pode ser a favor do Brasil.

Privatização é o processo de venda de uma empresa ou instituição do setor público - que integra o patrimônio do Estado - para o setor privado, geralmente por meio de leilões públicos.Um exemplo: No Brasil, na década de 1990, durante o governo do ex presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), várias empresas estatais foram privatizadas, vendidas, doadas, como por exemplo: Telesp, Companhia Vale do Rio Doce, Banespa entre outras.

Na foto acima, José Serra comemora a venda da Light. Isso é privatizar

Na foto acima, José Serra aparece batendo o martelo durante a venda da companhia de eletricidade, a Escelsa, em 1995. Isso é Privatizar

Qual a diferença entre privatização e concessão?

Na privatização o Poder Público vende o controle sobre as ações da empresa privada, já na concessão nada é vendido, o planejamento e a regulação continuam por conta do Poder Público.

Definição na Wikipédia

"Concessão pública é o contrato entre a Administração Pública e uma empresa particular, pelo qual o governo transfere ao segundo a execução de um serviço público, para que este o exerça em seu próprio nome e por sua conta e risco, mediante tarifa paga pelo usuário, em regime de monopólio ou não

A Concessão pública difere-se da permissão porque esta consiste em ato unilateral, precário e discricionário do Poder Público. De acordo com o artigo 175, da Constituição Federal, "incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos"

Resultados

Claro que precisamos aguardar alguns anos para saber se, na prática, esse modelo dará certo ou errado. Em termos técnicos, deu certíssimo. O procedimento licitatório foi um sucesso e teoricamente a expectativa é otimista.

Além disso, caso haja algum tipo de contratempo, é preciso ver se a ‘culpa’ é do modelo de leilão/contrato ou se houve algum problema circunstancial - que independe da forma como foi realizada a licitação.

Por ora, cabe dar os parabéns à presidente Dilma Roussef, que demonstrou um “talento gerencial” que vai muito além daquele arrotado pelos tucanos de plantão.

terça-feira, fevereiro 07, 2012

The New Black

E então essas pessoas que ainda dividem o mundo entre os do "bem" e os "do mal pararam no tempo dos contos de fada.

Vão ler Freud...


domingo, fevereiro 05, 2012

On the road

Lendo e encontrando-se. 
Aquele tipo de leitura que traz de volta o sentir-se em casa, o ser profundamente compreendida.

... porque as únicas pessoas que me interessam são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, que querem tudo ao mesmo tempo, aqueles que nunca bocejam ou falam chavões... Mas queimam, queimam como fogos de artifício pela noite. 


Time may (might) change me.


É preciso sonhar, mas com a condição de crer em nosso sonho, de observar com atenção a vida real, de confrontar a observação com nosso sonho, de realizar escrupulosamente nossas fantasias.
Sonhos, acredite neles.