E chegamos às discussões piegas, aos lugares comuns e aos clichês da sociedade moderna. Mulheres que se dizem independentes e modernas discutem sobre amor, sobre sentir, viver, liberdade, felicidade e vazio. (às vezes elas só falam disso: homens, relações, homens, homens, sexo, homens – Só falam disso! Urgh!).
Muitas delas bem confusas contradizem-se em cada colocação seguida de uma afirmação medíocre. Tentam mostrar a atitude "sou solteira e sou feliz" e, na verdade, se pegam solitárias no meio da multidão porque tudo o que mais queriam era conseguir encontrar alguém bacana pra ficar ao seu lado. Querendo mostrar ao mundo que são felizes e satisfeitas, ocultando sua carência emocional e afetiva, só conseguem nos fazer remarcar que elas estão vivendo um caminho completamente ao avesso disso. Estão sendo felizes e satisfeitas às avessas tentando ocultar a carência e o desespero sem nenhum sucesso. Elas não possuem nenhuma harmonia enquanto mulheres; nem interna e muito menos externa. Entende? Patético!
Parece que vemos hoje em dia uma disseminação de "sex and the city 2008", onde as caboquinhas insistem em querer mostrar ao mundo a independência, modernidade e liberdade que vivem, acabando por serem ridicularizadas pelos outros porque a idéia inicial poderia até ser magnânima, mas as seguidoras não conseguem dar um passo com firmeza pra lutar de acordo com a filosofia que elas fazem tanta questão de gritar ao mundo. Repugnante, no mínimo.
Na verdade, é repulsivo porque achando que estão saindo de Eu-não-to-nem-ai, as bichinhas estão pagando o papel mais ridículo da historia da mulher contemporânea. Sabe o que parece? Parece que elas não têm amigas pra dizer: Ei, para ai! Olha que papelão! Pode ir parando com isso porque tu tas sendo contraditória, desesperada e ridícula.
Ser mulher moderna e livre hoje em dia não significa ser só. Alias, o feminismo nunca foi mostrar ao mundo com quantos caras tu podes ir pra cama ou então como podes lutar contra as tuas inseguranças histéricas. Não! O feminismo e o “segundo sexo” sempre tiveram assuntos muito mais importantes a tratar. Não é sendo puta que vais provar pra alguém que és mulher. Ser mulher é muito maior que isso.
O ser humano possui uma característica que o diferencia dos outros seres que se manifesta pelo saber e pela consciência. E ser humano é saber e assumir que sentimos. Diferenciamos-nos porque sabemos que sentimos. Não adianta negar, a busca do ser humano é o amor e quando nos frustramos diante de uma relação costumamos ter reações estranhas. Fuga! O mais difícil disso tudo é aceitar reações de maternal vinda de mulheres, eu disse: mulheres (porque estamos vendo uma mulher feita ali). Olhamos o arquétipo de uma mulher e um interior pré-adolescente.
Não adianta negar, eu mesma quando eu tinha 15 anos, eu jurava que minha vida profissional ia ser suficiente e satisfatória. Bastaria-me, inclusive. Talvez eu até entenda algumas atitudes porque já fui adolescente. Mas depois de viver vinte e cinco anos, já somos adultos e maduros o suficiente pra poder afirmar, a partir de conhecimento empírico e até cognição metafísica que não existe nada que nos torne mais humanamente felizes do que o amor. Amor em suas mais variadas formas. Isso: Família, amigos, amores, vida, cores, sensações, paisagens, musica, livros, filmes e principalmente, amor-próprio.
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