quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Sinceridades.



- Tu és bonita, mas tua irmã é mais.

- Não obrigada, não é nem pelo fato de estar satisfeita. É que a torta de batata não está com um gosto muito bom.

- Não quero alguém do teu tipo namorando a minha filha.

- Se quiseres ficar, pode ficar, mas saiba que ninguém aqui vai com a tua cara.

- Ahhh, sim! Eu li o teu livro. Mas não gostei muito e nunca me daria ao trabalho de reler.

- Dá pra falares um pouco mais de longe. É que o teu hálito não está nada bom. 

- Tu sabes que não te amo, não te quero, portanto pare de me torrar a paciência e saia do meu pé!

- Tu estás gorda, tu sabes. Admita!

- Eu adoraria que tu não viesses mais aqui. 

- Tu sabes que esta não foi a primeira vez e nem será a última. Teu filho usa esse tipo de coisa desde o colégio.

- Se quiser esquecer o número do meu telefone, eu agradeço.


- Dá pra parar de falar? Só sai bobagem, é impressionante.

- Não quero inventar desculpas, mas é que não estou a fim de você.

-  Seria mais fácil me falar o que queres e não chegar aqui com essas desculpas pra chamar a atenção.


- Será que não consegues entender que este teu discurso está ultrapassado?


- Cala essa boca e me beija!

(…)


terça-feira, fevereiro 15, 2011

Be yourself. Everyone else is already taken.

Atenção: existem duas solidões absolutamente diferentes...

Existe aquela que é intrínseca ao "ser" e que, enquanto não descoberta e aceita, provoca muita confusão e vazio; gera inclusive a outra, a má solidão.
Esta segunda é justamente o medo de estar sozinho, o medo de se encarar, enfrentar, descobrir. É o estar se preenchendo de qualquer coisa só para não sentir-se a si próprio.

A primeira é fortaleza e maturidade; a segunda é abandono.

sábado, fevereiro 12, 2011

L'amour???

O beijo é a assinatura de um homem. (Mae West)
Nada nelhor para a saúde do que um amor correspondido. (Vinicius de Moraes)
Falais baixo se falais de amor. (Shakespeare)
Amor é a asa veloz que Deus deu à alma para que ela voe até o céu. (Michelangelo Buonarroti)
Ninguém vale nada enquanto não foi amado. (Tennessee Williams)
Quando fala o amor, a voz de todos os deuses deixa o céu embriagado de harmonia. (William Shakespeare)
No fundo de cada alma há tesouros escondidos que somente o amor permite descobrir. (E. Rod)
A expectativa me faz sentir vertingens. (Shakespeare)
Fica-se muito louco quando apaixonado. (Sigmund Freud)
Amor é privilégio dos Maduros. (Drummond de Andrade)
O verdadeiro amor nunca divide:uma lealdade. Dois corações num leito, sem maldade (Shakespeare)
O amor é a poesia dos sentidos. Ou é sublime, ou não existe. Quando existe, existe para todo o sempre e aumenta cada vez mais. (Balzac)
Pelo olhar entender é o segredo do amor. (Shakespeare)
O amor é a força mais sutil do mundo. (Mahatma Gandhi)
Amar é mudar a alma de casa (Mario Quintana)
Porque onde tu te encontras, o universo todo está. (Shakespeare)
Diante da vastidão do tempo e da imensidão do espaço é uma alegria para mim compartilhar uma época e um planeta com você. (Carl Sagan)
O amor é fumaça formada pelos vapores dos suspiros. (Shakespeare)
É o amor, que mexe com a minha cabeça e me deixa assim. (Zezé di Camargo - hahaha piada, claro :))

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Vejo beleza em tudo o que é lugar



"A novidade é o único critério de toda a obra. Se não se acredita ter visto qualquer coisa nova, ou ter qualquer coisa nova a dizer, porque se escreveria, pintaria, teria uma câmera na mão? O novo é sempre o inesperado, mas também se torna eterno e necessário."
Gilles Deleuze

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

É quase delicado. E também absolutamente sutil.

Numa interpretação de fragmentos de um discurso amoroso:

Eu escrevo pra mim e pro mundo, mas, na verdade, essas palavras têm direção e destino.

Porque no final das contas, todas as conversações, todas as palavras e todos os fragmentos - no discurso amoroso - consistem em dizer alguma coisa para alguém.

Atenas e a solidão escolhida.

Como andar pela primeira vez em ruas de cidades desconhecidas, perder-se é encontrar-se. Ao mesmo tempo que te perdes pelo desconhecido, te encontras na tua melhor essência.

Viajar sozinha é isso pra mim, um vício. Além de partir para o desconhecido, como Sabina tinha tanto amor como eu, é uma busca incessante de ti mesma.

Andar em pleno outono e no meio de uma chuva tórrida por jardins nacionais em Atenas. Um deserto humano e um mundo de natureza. Ao mesmo tempo solidão escolhida, ainda bem, e a melhor companhia de todas. Tu mesma!

O delicioso encontro comigo mesma veio com toda a força num inverno rígido, cinza e chuvoso. E, depois de se trancar na toca de si mesma, veio a primavera que me ensinou a renascer como suas flores. Nunca ninguém disse que seria fácil, mas eu percebi o que valeria a pena.

Mas o necessário cultivo de tomar uma xícara de chá de si mesmo por dia faz bem à saúde e te faz enxergar um pouquinho mais do mundo que carregas dentro de ti.
Não te deixa esquecer, te reconheces em cada partezinha degustada.

Sair da rotina louca, da roda viva e deixar entrar no mais camuflado em ti. Seja em pensamentos ou até vozes, quando, sem querer, exteriorizas alguma ideia. Falas sozinho de tão acompanhado que te sentes contigo.

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

De resto, recorro a Gide: "Ser me ocupa bastante."


O amor te faz mais preciso:
vulnerável, porém radioso.

domingo, fevereiro 06, 2011

Que cara é essa, amor?

Cara de quem tenta acertar sempre e mesmo assim erra,
Cara de grega, etrusca, asteca, bizantina,
Cara de quem já viveu tanta coisa e aprendeu quase nada,
Cara de apaixonada, assustada, desafinada, emaranhada, despenteada,
Cara de quem mergulha todo dia no desejo, no sentimento, na felicidade,
Cara de quem encara a rotina e tira prazer dela,
Cara de quem olha pra cima e se desprende ao vento,
fiel à queda, rápida e branda.
Cara de quem está longe, na eternidade da água,
sobrevivendo teu movimento…

Cúmplices.



Cúmplices.


Eu amo essa palavra.

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Cortázar

"Es increíble que hace doce años
cumplí cincuenta, nada menos.
¿Cómo podía ser tan viejo
hace doce años?
...

 
Ya pronto serán trece desde el día
en que cumplí cincuenta. No parece
posible. El cielo es más y más azul,
y vos más y más linda.
¿No son acaso pruebas
de que algo anda estropeado en los
relojes?"