quarta-feira, junho 15, 2011

Então, de todo amor não terminado seremos pagos em inumeráveis noites de estrelas.
(maiakovski)

sábado, junho 11, 2011

Shopenhauer e amor

Mas como um filósofo de vida amorosa tão desastrosa poderia ter algo a nos dizer sobre o amor? Pra começar ele dizia que o amor não é um assunto banal, que não devemos vê-lo como distração de assuntos mais sérios ou adultos (o amor é importante, PORRA hahaha). Não é por acaso que se trata de um sentimento tão avassalador , capaz e tomar conta da nossa vida e de todos os momentos do nosso dia. Shopenhauer diz que não devemos nos culpar tanto pelo estado de desespero e obsessão em que entramos se o amor fracassa. Ficar surpreso com a dor da rejeição é ignorar o quanto de entrega a aceitação exigiria (Essa parte eu escrevi e grifei). "Nada na vida é mais importante que o amor porque o que está em jogo é a sobrevivência da espécie"

quinta-feira, junho 09, 2011

Life is art.

I think everything in life is art.

What you do. How you dress.
The way you love someone. The way you talk.
Your smile and your personality.
What you believe i and all your dreams.
The way you drink. Your tea.
How you decorate your home. Or party.
Your grocery list. The food you make.
How your writting looks. And the way you feel.

Life is art!

domingo, junho 05, 2011

VISCA BARCELONA


E ela chegou assim, de repente, sem avisar. Ou se tentou avisar em algum inverno bem rígido enquanto eu vivia em Paris, não dei ouvidos.
Talvez de longe eu ouvisse a voz dela, no fundo: Se vieres para cá, teu inverno pode se tornar primavera. Não fui, não fui.  Não fui por pura tolice porque sempre tive o péssimo costume de contrariar as pessoas.
Mas também sei ceder e depois de tamanha insistência, fui. E não é que fui chegando, sentindo, vendo e ela tinha razão! Vivi o inverno mais primaveril de minha vida. Barcelona é assim: chega, te seduz como se não quisesse seduzir, te encanta. Te mostra arte, cultura. Moderno, novo. Contemporânea, medieval. Nesse querendo-não-querendo, te mostra no caminho tendências dentre as galerias de arte a meio fio. Mostra moda.
Ela chega e te surpreende com sua arquitetura. Ela, tão cosmopolita, te surpreende com o que te faz sentir. E, no meio de tudo isso, ainda tem a praia e o mar mediterrâneo.
Essa abstração total que chamamos de Barcelona, para mim, é uma figura quase humana e eu estabeleci com ela uma ligação de cumplicidade enorme; Barcelona conheceu meus segredos mais profundos, Barcelona me viu chorar de pura tristeza, me acolheu dentro das noites de solidão única, escutou minhas mais altas gargalhadas em cada uma de suas esquinas, Barcelona me despertou uma felicidade clandestina que eu nunca havia experimentado na vida. Barcelona simplesmente me apresentou à mim mesma.
No embasbacador universo modernista, onde Gaudí está por toda parte com alguns outros artistas catalães como Lluís Domènech i Montaner, quem conhece outras cidades da Europa se comove com Barcelona pela modernidade da “coisa”. Ou modernidade da “cor”. Barcelona te transforma. Barcelona te pulsa. E o pulso…
Encontramos também outros ícones igualmente atraentes e culturalmente fantásticos: Dalí, Miró e Picasso.
Dois mil anos de história. Aberta a inovações. Acolhedora, caliente,plural. Diversa! Em Barcelona os idiomas oficiais são o catalão e o castellano. As duas línguas coexistem num bilinguismo parecido à outras regiões do mundo.

Eu compreendo que nenhuma cidade pode ser comparada à outra, Barcelona encabeça a regra. Capital da Catalunha – uma comunidade autônoma – Barna é a que menos se sente e, logo, se expressa espanhola. Não só pelo idioma, mas por serem altamente “nacionalistas”, separatistas.
E também pela economia e turismo que Barcelona possui. É notória a rivalidade entre Barcelona e Madrid – a capital do país – e assim compreendemos que em tudo e POR TUDO, as diferenças vão muito além de simples rixa. Para mim, em termos de riqueza cultural, a Espanha é um dos países mais interessantes e, Barcelona, na minha opinião, está entre as 5 cidades mais absurdas (no sentindo maravilhoso da palavra) de todo o mundo.
Em Barcelona não se encontram aquelas “espanholices” mais típicas como mulheres vestidas com trajes tradicionais andaluzes e todos os adereços correspondentes (castanholas e leques, etc), nem os chapéus de toureiro e os belíssimos “cavalos andaluzes”, assim como também não encontrarás os touros de Miúra, mas encontram-se  os saborosos azeites extra virgens e a estupenda culinária espanhola, encontram-se as cores espanholas como num filme de Almodóvar.
Na minha opinião, aqui existem dois pontos mais altos. Um seria a riquíssima arquitetura que vai do gótico ao modernismo – tão proximamente quanto duas calçadas da mesma rua – e especialmente este que tem toda a sua personalidade admirada em BCN e ainda mais forte nas mãos de Gaudí e sua arquitetura completamente orgânica que, sinceramente, acho difícil ser encontrada em qualquer outro lugar do planeta. E o segundo é a beleza natural da cidade e o mediterrâneo para completar, fazendo casal com o céu mais azul que já vi em vida e que, eu mesma denominei (nada orginal) azul-barcelonès.
Barcelona te encanta de uma ponta a outra. Barcelona cheia de tapas, sangrias, festas. Pode também ser uma Barcelona pacata, calma e azul.
Barcelona é camaleão. Barcelona é adaptável. Barcelona não pode permitir definição.