quarta-feira, março 16, 2011

Existe alguma coisa entre nós: uma vontade mútua de não sermos cinzas. Van Gogh nos borrou de verde-água, e agora nos reconhecemos, apesar da multidão.

Rita Apoena e Eu.



"— E você, por que desvia o olhar?


(Porque eu tenho medo de altura. Tenho medo de cair para dentro de você. Há nos seus olhos castanhos certos desenhos que me lembram montanhas, cordilheiras vistas do alto, em miniatura. Então, eu desvio os meus olhos para amarrá-los em qualquer pedra no chão e me salvar do amor. Mas, hoje, não encontraram pedra. Encontraram flor. E eu me agarrei às pétalas o mais que pude, sem sequer perceber que estava plantada num desses abismos, dentro dos seus olhos.)


— Ah. Porque eu sou tímida"

segunda-feira, março 07, 2011

Passou o aniversário. Chegaram as sugestões pros presentes não ganhados




Amor.  Girassóis. Céu azul. Cheiro de chuva. Declarações pela madrugada silenciosa. Sinceridade. Gargalhos de bebê. Um barquinho de papel. Um papagaio entre o céu e as nuvens. O sabor do mar. A música por trás dos ruídos. Bolinhas de sabão. O som das gotas no chão. Um sorriso tímido. Os olhos com cores de esperança. Confiança a olhos vendados. Um coração encostado no outro. Um ou dois "pra sempres". Um livro de poesia. Dormir agarradinho. Viagem de fim de semana. Ler na rede da varanda. Uma sopinha bem quentinha. Um par de meias de bolinhas. Um ou dois cata-ventos. Felicidade clandestina. Uma palavra inventada.