domingo, setembro 23, 2007

Como diz o texto que se atribui ao escritor argentino Jorge Luís Borges, seja leve. Ponto. Se algo insiste em não estar bom pra você, não insista mais. Pegue seu boné e “on the road”. Sempre haverá outras pessoas, outros lugares, outros trabalhos, outras paixões que parecerão pra vida toda, outros projetos… Melhores, piores ou simplesmente diferentes daqueles aos quais você se acostumou. Mas o importante é que a escolha será sempre sua. E, fazer como naqueles jogos de criança em que você dizia “passo!” ou “bandeirinha!” também não ajuda. Porque não fazer escolhas já é uma escolha. Talvez a mais perigosa delas. Deixe a vida correr no seu próprio ritmo e viva. De bem com você. Ponto. Sem precisar inventar que está bem ou querer parecer bem, porque esse bem-estar artificial é ilusório. Não passa de efeito Photoshop. Criar uma falsa impressão de estar por cima sem estar é cosmético, não é medicinal. Fica bonito na hora e só pra quem está vendo de fora, mas não resolve o problema. Melhor tomar uma atitude medicinal, então: seja você com todos os ônus e bônus que isso implica. Se surgir uma viagem pra China, pra Índia, para as Maldivas, vá. Avise aos amigos, mande notícias de um cyber de lá, mas vá. Se for uma viagem pra uma praia que fica logo ali a 60km, vá. E, se for só pra curtir no seu quarto, curta. A quantidade de quilômetros não importa. O que quer que você tenha ou sinta, seja felicidade, equilíbrio interior, tristezas ou angústias, irão com você, independentemente da distância que você “per-corra”. O que importa é passar por cada experiência, permitir-se o que cada momento traz. Enfim, viver em vez de sobreviver. E aproveite. Só isso. Seja feliz com você. E por você. E, paradoxalmente, quando você menos precisar das pessoas é quando mais você as terá por perto. Elas naturalmente vão se encantar e querer cada vez mais sua companhia, pois sua felicidade será algo autêntico. Sim, será verdadeira porque virá de dentro e, por isso mesmo, será genuinamente contagiante.